O Hospital de S. João, no Porto, é o primeiro hospital a ter um centro de formação para cuidados de bebés prematuros. A intenção é conhecer o mais possível sobre as necessidades dos bebés prematuros, e como as colmatar, minimizando o impacto que uma gravidez prematura possa ter na criança. Este é um espaço que pretende acolher os bebés prematuros, cujo ambiente tenta ser o mais parecido possível com a barriga da mãe, permitindo assim que os bebés que nascem antes do tempo possam ter todos os cuidados e atenções que necessitam.

O centro já era esperado há mais de dois anos, e os formadores desta área aprendem, por exemplo, a ler a linguagem gestual do bebé para perceber as suas necessidades e quando é que ele está pronto para algum tipo de ajuste no tratamento que lhe está a ser administrado. A missão é estar alerta aos estímulos destes prematuros de forma a prestar todos os cuidados no momento certo, e porque cada bebé é único, cada um terá o seu espaço, com uma luz que é mantida conforme as suas necessidades, aplicando-se o mesmo método aos ruídos.

Este centro conta com uma equipa de uma neonatalogista e uma pedopsiquiatra, que pretendem analisar os comportamentos dos bebés que nascem antes do tempo e em risco, de forma a colmatar e a minimizar as dificuldades futuras. Acrescentam-se ainda uma psicóloga e três enfermeiras. Toda a equipa foi treinada por formadores norte americanos especializados nestes tipos de centros.

Os métodos de tratamento são muitas vezes generalizados, porém em casos tão particulares devem ser tidos vários cuidados, e este centro pretende a individualização do tratamento de cada prematuro. Apesar de existir falta de pessoal médico especializado, o hospital afirma estar satisfeito com a abertura deste centro, até porque cada vez mais se tem visto um acréscimo do número de bebés prematuros.

A abertura deste centro de formação para cuidados de bebés prematuros, vem assim colocar Portugal na vanguarda dos conhecidos em neonatologia, juntamente com países como a Itália, França, Espanha, Reino Unido, Suécia, Noruega, Holanda, Israel, Argentina e os Estados Unidos.