O treino do FC Porto desta manhã foi perturbado por uma centena de adeptos que, munidos com pás e picaretas, demonstraram toda a sua indignação pelos recentes resultados da equipa, "fechando" uma rua que dava acesso aos campos de treino do Olival. Vários jogadores chegaram muito atrasados devido ao incidente e a polícia foi chamada ao local.

Apesar de minimamente pacíficos, estes episódios não são muito recorrentes no universo azul e branco, que, nos últimos anos, tem habituado os seus adeptos a múltiplas conquistas nacionais e internacionais. Indignados pelo bi-campeonato do rival Benfica, cerca de uma centena de adeptos concentraram-se ao início da manhã com o objectivo de perturbar as sessões de trabalho do FC Porto. Juntamente com dezenas de pás e picaretas, estes adeptos portistas decidiram "cortar" a estrada que dava acesso ao Olival, obrigando os treinadores e jogadores a arranjarem uma solução para chegar ao campo de treino.

Muito provavelmente, esta centena de adeptos pretendia que vários jogadores se dirigissem para o centro de treinos a pé, conseguindo desta forma repreendê-los cara-a-cara. Contudo, esse objectivo não foi atingido. Os responsáveis do FC Porto acharam que todos os limites tinham sido ultrapassados e, por isso mesmo, chamaram a Guarda Nacional Republicana para resolver a situação. Só depois de tudo tratado, os jogadores conseguiram aceder ao Olival e começar um treino tardio e que não estava nos planos da equipa técnica de Lopetegui.

Devido a este incidente, os primeiros quinze minutos abertos à comunicação social foram cancelados, e, até ao jogo com o Penafiel, todos os treinos vão ser à porta fechada. Pinto da Costa, depois de toda esta confusão, ainda se deslocou ao centro de treinos do Olival para acompanhar os trabalhos do FC Porto. Já com tudo decidido desportivamente, agora resta o presidente portista tomar uma decisão crucial para o futuro do clube azul e branco: o destino de Lopetegui e de vários jogadores que desiludiram esta temporada. #Futebol #F.C.Porto