Apesar do lançamento do livro de Rui Osório, intitulado "Foz do Douro de 1216 a 2016 - 800 Anos da Paróquia de S. João Batista", ter lugar no dia 10 de maio (17h), na matriz da Foz, vão ser agilizados vários eventos de apresentação e de reflexão sobre a obra. Além disso, a dinâmica alargada a várias personalidades vai prolongar-se até abril de 2016, data em que esta paróquia comemora 800 anos de fundação (1216-2016).

Em "Foz do Douro de 1216 a 2016 - 800 Anos da Paróquia de S. João Batista", o cónego jornalista conta em crónicas o desenvolvimento histórico, cultural e espiritual da Foz do Porto. O livro informa sobre o passado da freguesia, em ligação íntima com a cidade do Porto - servindo, na sua barra, grande "estrada de água", de porta de entrada e de saída de pessoas e de bens. E nem o presente é descurado na medida em que se apela à conservação.

A terra antiga de pescadores, pobre e periférica, que Raul Brandão dizia estar "a cem léguas do Porto e da vida", é hoje uma zona privilegiada que inspira escritores, poetas e artistas de todo o mundo que nela se instalam para melhor criarem.

Sobre o livro, Rui Osório refere: "Para quem pergunte se a Foz do Douro tem tanta #História, fique a saber que, por ali, durante séculos, entravam e saíam pessoas e bens que tanto ajudaram no desenvolvimento da cidade do Porto". E mais adianta o autor que "conhecer a Foz Velha, que bem poderia ser declarada Património da Humanidade, é amar ainda mais o Porto".

A Foz Velha continua a ser uma jóia do Porto, apesar de amplamente sacrificada, vendo o casario centenário desaparecer para dar lugar a prédios mais lucrativos, onde os interesses capitais se sobrepõem ao amor à terra. Quanto muito preservam-se as fachadas e vandalizam-se os interiores que, também, nos servem como estudo de vivências da vida privada e de soluções das artes decorativas. Há assim que classificar o património que resta e contar essa longa história já tão desrespeitada. Felizmente, outros tantos como Rui Osório, jornalistas, escritores, historiadores (essencialmente gente ligada à cultura), lutam para manter viva a História. #Livros