A Lello & Irmão, no Porto, recebe diariamente algumas centenas de visitantes. Contudo, não são só apenas os #Livros que atraem quem visita aquele espaço. O edifício de estilo neo-gótico tem uma arquitectura interior de beleza ímpar, que faz desta livraria uma das mais belas do mundo. Por causa do elevado número de visitantes, tornava-se difícil gerir a actividade comercial e por esta razão, os seus proprietários decidiram criar uma taxa de entrada. Desde Julho passado que são cobrados três euros por cada entrada, mas o valor pode depois ser descontado na compra de livros.

Aqueles que no dia 23 de Julho se depararam com uma bilheteira à entrada da livraria não terão ficado muito agradados com a medida e, apesar de o número diário de visitantes ter diminuído, a Lello está a vender mais do que antes. De acordo com o Diário de Notícias, actualmente são vendidos mais de 600 livros por dia e as entradas geram um lucro de dez mil euros diários.

Por cada visita, são cobrados três euros, que podem ser descontados na compra de um livro. Foi também criado o cartão “Amigos da Lello”' que custa dez euros, também descontáveis em compras e que permite ainda entradas ilimitadas por um período de um ano. No espaço de um mês, já foram emitidos mais de trezentos cartões.

José Manuel Lello, proprietário do estabelecimento centenário, considera que com esta medida se torna mais fácil equilibrar e gerir o número de visitantes. A Lello & Irmão, situada no centro histórico do Porto, perto de atracções turísticas como a Torre dos Clérigos, ou as Igrejas do Carmo e das Carmelitas, correu o risco de fechar as suas portas há cerca de vinte anos.

Hoje em dia, tem perto de 120 mil livros e já foi distinguida como Monumento de Interesse Público. Foi considerada a terceira livraria mais bela do mundo em 2008 pelo “The Guardian” e em 2010, pela “Lonely Planet”. Este ano, a revista “Time” elegeu-a como a mais cool do mundo. J. K. Rowling, que viveu algum tempo no Porto, foi buscar inspiração a esta livraria para criar os livros do “Harry Potter”. #Negócios #Literatura