"Ouvi dois estoiros praticamente seguidos", confirmou José Carlos, ocupante do autocarro que seguia rumo à Póvoa de Varzim pela Estrada Nacional (EN) 13. Ainda mal refeito do que tinha acabado de presenciar, José, que regressava a casa depois de um dia de trabalho no autocarro da empresa Auto Viação (AV) do Minho, explicou à Blasting News que alguns passageiros escaparam à morte por centímetros.

Tiros podiam ter matado passageiros

"Basta ver a altura a que estão os buracos feitos pelos dois tiros", frisou um dos passageiros, indicando "se a trajetória fosse mais para baixo acertava nas pessoas que iam no banco". O incidente, à primeira vista ainda sem explicação possível, aconteceu quando o autocarro atravessava a localidade de Azurara, concelho de Vila do Conde no Distrito do Porto.

"Poderá haver entre os passageiros alguém que lhe queira mal. Não sei. Se foi brincadeira? Então isto anda tudo tolo", refere Maria Rodrigues, moradora na zona e que observava o cenário montado na Estrada Nacional 13.

Polícia Judiciária e Guarda Nacional Republicana nas investigações

Desde a Guarda Nacional Republicana de Vila do Conde, com várias patrulhas e o Núcleo de Investigação Criminal no terreno, assim como a Polícia Judiciária do Porto, procuraram indícios no terreno, assim como a trajetória do que parecem ser "dois tiros de bala".

O motorista, mal refeito do susto, confirmou que seguia rumo a norte, vindo da cidade do Porto como outros tantos dias da "carreira". "Começou tudo a gritar dentro do autocarro e eu parei. Andei à volta do autocarro, mas não vi ninguém. Ninguém saiu magoado desta situação", contou o motorista do autocarro, que não se quis identificar à comunicação social presente.

Passageiros falam em medo

Para todos os que seguiam no autocarro, 14 passageiros entre os quais três crianças, o episódio vivido foi de medo. "Muito medo. Não sei o que se passa neste país. Isto está a ficar como na América", desabafou Ricardo Pereira, sexagenário que pede mão pesada para os "atiradores".  #Crime