O Tribunal de Penafiel condenou nesta sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, o condutor que em Abril de 2011 abalroou violentamente a procissão da Via Sacra em Vila Chã do Marão, no concelho de Amarante. O jovem, de 28 anos, viu ser-lhe aplicada uma pena de três anos de prisão, mas suspensa na sua execução. Do #Acidente resultaram a morte de quatro mulheres e ferimentos em outras 11 pessoas. O tribunal entendeu que o automobilista conduzia em excesso de velocidade e com “manifesta desatenção”.

Artur Gonçalves, mecânico de profissão, foi condenado pela prática de 4 crimes de homicídio por negligência e 11 crimes de ofensa à integridade física.

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A falta de antecedentes criminais e o facto de nenhuma das testemunhas do acidente ter revelado, em tribunal, qualquer animosidade para com o jovem, levou o colectivo de juízes a suspender-lhe a pena. No entanto, terá de pagar 125 euros por mês, até um total de 3.000 euros, à Associação de Cidadãos Automobilizados. A juiz-presidente, que leu o acórdão, citada pelo jornal Correio da Manhã, considerou que os depoentes tiveram “pena” do jovem pelo que aconteceu, por isso “não vieram dizer nada contra si”. Por outro lado, a magistrada reconheceu que os factos ocorridos revelaram-se “uma experiência traumatizante” para o jovem condutor.

Os factos remontam à noite de 22 de Abril de 2011, quando cerca de centena e meia de pessoas participavam na procissão de Via Sacra, que se realizava pela primeira vez pelas ruas de Vila Chã do Marão, no concelho de Amarante.

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Por volta das 21:30 horas os fiéis pararam junto à terceira cruz, na recta o Outeiro, para rezarem, tendo naquele momento surgido um Volkswagen Passat conduzido por um jovem da localidade. Sem conseguir travar a tempo de evitar o embate, o condutor abalroou um grupo de pessoas, tendo provocado a morte de três mulheres e ferimentos em mais de uma dezena de outras pessoas, entre as quais uma mulher que viria a falecer poucos dias depois no hospital.

O julgamento começou em Dezembro do ano passado, durante o qual o arguido negou a sua culpa no acidente, apesar de ter admitido que conduzia para além da velocidade permitida para o local. No entanto, Artur Gonçalves referiu que se tratava de uma zona de pouca visibilidade e as pessoas estavam na sua grande maioria vestidas de preto, pelo que não as viu. Na última sessão, emocionado, o jovem condutor pediu perdão aos familiares das vítimas. #Justiça