Valdemar Castro, conhecido como "burlão das notas de 50", foi preso ontem, depois de uma perseguição. O criminoso foi apanhado pela polícia porque tentava cometer mais um crime. O homem foi reconhecido por um comerciante que tentava burlar. O comerciante contactou a Polícia de Segurança Pública que perseguiu o chamado "burlão das notas de 50". A perseguição decorreu durante alguns quilómetros na A44, até que o carro capotou e Valdemar acabou detido pela PSP.

O homem já havia sido detido no começo do ano de 2016, no entanto acabou por ser detido mais uma vez e desta vez a sua namorada, alegadamente também sua cúmplice, encontrava-se no carro. Valdemar foi levado e ouvido esta quinta-feira, 10 de Março, no Tribunal Criminal do Porto, tendo sido acusado de centenas de burlas realizadas no norte do país. 

Em Janeiro, após uma denúncia de outro comerciante em Lourosa, dono de um café, Valdemar Castro já havia sido detido pela GNR em Santa Maria da Feira. Naquela altura, o burlão das notas de 50 agia com a ajuda de dois cúmplices, o seu irmão de 30 anos e a sua namorada de 41. Também nesta situação de tentativa de burla, Valdemar foi reconhecido pelo dono do café, que chamou a polícia. O burlão e os seus cúmplices tentaram escapar às garras da polícia e fugiram. A captura dos suspeitos de burla aconteceu depois de 7 horas de perseguição. 

Na altura, os suspeitos entraram no estabelecimento "A Taberna" e não repararam na fotografia que estava presa na parede a alertar a respeito dos crimes do burlão das notas de 50 euros. A burla consistia em pedir para trocar uma nota de 50 euros para pagar uma conta, mas quando o alegado burlão tinha a nota trocada e o dinheiro em mãos saía do estabelecimento sem dar a sua nota de 50 e levava o dinheiro dos comerciantes sem pagar a conta. Depois de reparar que a sua presença não tinha passado despercebida, o suspeito fugiu mas levou a carteira do dono do café. Acabou por ser detido no supermercado Pingo Doce do Grijó.

Antes da sua detenção em no início do ano, Valdemar era acusado de estar envolvido em vários crimes por burla e outros crimes. Em Janeiro, a GNR confirmou ao Diário de Notícias que o número de crimes era superior a 150. O alegado burlão e os seus cúmplices actuaram em localidades como Famalicão, Gondomar e Vila Nova de Gaia. #Crime #Acidente Rodoviário