Eram 15:53 desta terça-feira, 19 de Abril, quando uma chamada foi feita para o 112 pedindo a ajuda da polícia, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Dois homens trancaram-se numa das casas de banho do edifício, ameaçando cometer suicídio caso não fossem atendidos pelo reitor da instituição.

A PSP dirigiu-se ao local, na zona de Arca d'Água, e tomou conhecimento que as pessoas que ameaçavam tirar a própria vida eram um aluno e um ex-aluno da instituição, do curso de Ciências da Comunicação e Relações Internacionais. Um dos homens havia-se dirigido nesta terça-feira à Fernando Pessoa para pedir um certificado de habilitações. Quando o documento lhe foi negado, desconhecendo-se o porquê, ele e mais um colega exigiram ser apresentados ao reitor, Salvato Trigo, mas o seu pedido não foi atendido. 

Para que a situação fosse resolvida, foram enviados 2 carros de patrulha da PSP do Porto, que negociaram com os homens. A negociação demorou até às 18 horas e 30 minutos, e os indivíduos acabaram por sair em segurança e sem meter a vida de mais ninguém em risco, visto que não se encontravam armados e nem haviam feito reféns, de acordo com as declarações da subintendente Sílvia Caçador, que permaneceu no local até à hora em que os barricados deixaram o perímetro da universidade.

De acordo com as informações emitidas pelas PSP, os dois homens "foram conduzidos ao departamento policial para identificação e para elaboração do respectivo expediente, que será encaminhado para as entidades competentes".

Por razões de segurança, alunos e funcionários foram retirados do edifício, aguardando no exterior da instituição. Esta intervenção na universidade não contou apenas com a colaboração da PSP, mas também da Polícia Judiciária e do Corpo de Intervenção. Estiveram presentes dezenas de agentes e no mínimo 6 veículos foram enviados ao local.

Visto que a polícia não sabia qual seria a gravidade da situação, as duas estradas que permitem a entrada na Universidade Fernando Pessoa tiveram de ser encerradas, mas por volta das 19:30 a circulação de veículos e pessoas havia voltado ao normal.

Ninguém saiu ferido e o reitor da instituição não quis prestar declarações.  #Crime #Causas