Uma família de nove pessoas burlou mais de uma centenas de idosos na região sul de Portugal. O esquema foi desmantelado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) em 2014, o que levou os suspeitos a rumarem até ao norte do país, onde continuaram com o esquema de burlas nos distritos de Braga, Porto e Aveiro.

Foram dezenas de idosos que caíram no esquema montado por esta família que conseguiu arrecadar mais de cinco quilos em ouro que depois vendiam em lojas qualificadas para o efeito. A venda das peças roubadas rendeu à família Vasco Pinto mais de cem mil euros.

Em 2014 os suspeitos, cinco homens e quatro mulheres, foram detidos numa operação guiada pela GNR de Aveiro, que conseguiu recuperar apenas cerca de um quilo de ouro.

Os ditos burlões estão agora a ser julgados no tribunal de Espinho, tendo a família admitido a maior parte dos crimes de burla e roubo qualificados de que foram acusados pelo Ministério Público.

A forma como atuavam era bastante simples: abordavam os idosos com a desculpa de que iriam abrir uma ourivesaria nas redondezas e perguntavam se tinham peças em ouro antigas. As vítimas mostravam o que tinham e entregavam-nas aos suspeitos que lhes diziam que iriam fotografar as peças afim de ser criado um catálogo de amostras. O ouro era colocado num saco preto que, por sua vez, continha outro saco com imitações.

Quando as vítimas se apercebiam do crime, os burlões já estavam longe e nunca mais apareciam nas imediações.

"Maria" (nome fictício), uma senhora do distrito do Porto, foi abordada várias vezes por um destes indivíduos. Na ocasião, o burlão tinha estudado a vítima e conseguiu convencê-la de que tinha sido seu aluno quando esta ainda exercia funções de docente numa escola lá perto. Convencida de que este seria mesmo o seu aluno, confiou e entregou-lhe as suas alianças de casamento.

Assim que foram entregues as alianças, o indivíduo, até então não identificado, deu à vítima um relógio de plástico e ainda pediu dinheiro para poder pôr a máquina fotográfica a funcionar. Maria deu, para além das alianças, 15€ ao suspeito. Depois de todas estas trocas, com a desculpa de que iria estacionar o carro mais à frente, o suspeito seguiu viagem sem nunca mais aparecer. #Terceira Idade