O caso do jovem de 14 anos agredido violentamente numa rua, em Gondomar, tem dado que falar. Desde a noite de sábado, 27 de Agosto, que Hugo Gonçalo estava entre a vida e a morte no hospital de São João, no Porto. O tio, Pedro Teixeira, anunciou a sua morte na noite desta segunda-feira. Mas a Polícia de Segurança Pública já o tinha feito na manhã do dia anterior. Uma informação errada que levou a Direcção Nacional a “lamentar publicamente este lapso”.

Eram cerca das 23 horas de ontem, segunda-feira, quando o tio de Hugo Gonçalo, que tem usado a sua página no #Facebook para informar em que estado se encontrava o sobrinho, anunciou a sua morte, acrescentando que avisará quando for realizado o funeral. Mais, Pedro Teixeira não escondeu a sua revolta sobre o caso, anunciando que se ia vingar, para logo a seguir pedir para que a situação não seja esquecida e que se faça justiça. “Tem de haver mão pesada”, escreveu.

De acordo com a Polícia Judiciária, num comunicado emitido na segunda-feira de manhã, o jovem foi agredido “num contexto de ameaças mútuas” através do Facebook com o agressor, gerando um desentendimento em torno de uma rapariga, namorada de um dos intervenientes. No sábado à noite, o alegado agressor, um estudante de 16 anos, encontrou-se com Hugo Gonçalo na rua, próximo da sua residência, e após um conflito verbal, os dois envolveram-se numa luta física. Os inspectores da Polícia Judiciária estão convictos que o suspeito, que horas depois se entregou à PSP, tendo sido detido, agrediu a vítima, na cabeça, com um “objecto metálico”. O rapaz caiu inanimado, foi socorrido e transportado ao hospital em estado muito grave.

Na manhã de domingo, a PSP informou que o jovem não terá resistido aos ferimentos, tendo morrido por cerca das três horas da madrugada. Contudo, tratou-se de uma informação errada. Numa nota de imprensa, difundida segunda-feira à tarde, a Direcção Nacional da PSP esclarecia que aquela informação teve origem numa “fonte não oficial” da unidade hospitalar, vindo a confirmar que não correspondia à verdade. A PSP aproveitou para lamentar aquele lapso. #Crime