O Porto/Post/Doc 2016 regressa ao Porto com nove dias de sessões, debates, oficinas, aulas de cinema, festas e #Concertos. A programação conta com 13 #Filmes em competição e com várias sessões paralelas e especiais. O principal destaque vai para o Foco Sensory Ethnography Lab, uma selecção de filmes deste laboratório de etnografia sensorial, e uma retrospectiva integral do cineasta brasileiro Eryk Rocha, filho do realizador Glauber Rocha, que fará a estreia nacional do seu mais recente projecto #Cinema Novo - um documentário sobre o movimento que mudou o cinema brasileiro e que foi premiado com o Caméra D’Or no Festival de Cannes.

Filmes em competição: destaques

Dentro da selecção dos filmes em competição o principal destaque vai para os filmes Under the Sun e Bangkok Nites. Da autoria do realizador russo Vitaly Mansky, Under the Sun retrata o quotidiano da Coreia do Norte através do olhar de Zin-mi, filha de uma família ideal, que em breve entrará para o Comité das Crianças.

Bangkok Nites, do japonês Katsuya Tomita, leva-nos numa viagem ao mundo nocturno das boates de Banguecoque, frequentadas por homens de negócios japoneses. Aqui trabalha Luck, uma popular prostituta, obcecada por ganhar dinheiro, tanto pelo seu carácter materialista como para sustentar as exigências económicas da sua família.

A competição inclui igualmente dois filmes de realizadores portugueses. Ama-San, de Cláudia Varejão, relata a história de 3 mulheres pescadoras de idades distintas, que há 30 anos mergulham juntas numa pequena vila piscatória da Península de Shima, no Japão.

“Rodado entre o silencioso mundo subaquático e a vida rural no exterior, este olhar resulta num retrato único de uma tradição que se antecipa em extinção. A média de idades das mulheres que hoje ainda mergulham situa-se entre os 50 e os 85 anos”, pode ler-se na sinopse do filme.

Tarrafal, de Pedro Neves, em estreia mundial no festival, introduz-nos na vida do Bairro de Sao João de Deus, no Porto, e leva-nos a conhecer as conversas, esperanças e frustrações dos seus moradores: “Restaram fantasmas que vagueiam entre os campos, as ruínas e o nevoeiro. Alguns desses fantasmas estão vivos. São gente que ficou, gente que volta, gente que deambula pelas memórias difíceis daquele que foi o mais maldito bairro da cidade. Só que este Tarrafal, o nome do campo de morte lenta da ditadura salazarista, não fica em Cabo Verde, mas sim em Portugal”.