Uma mulher fingiu que tinha um cancro na garganta como forma de justificar as suas ausências constantes ao trabalho. Enganou o patrão e, de forma a convencer os colegas e patrões de que a situação era real, decidiu rapar o cabelo. A situação aconteceu em Vila Nova de Gaia e as mentiras começaram a surgir em novembro de 2013.

A mulher foi contratada, nessa altura, por uma fábrica para ser aprendiz de pastelaria. Rapidamente começou a faltar ao trabalho e a justificar as ausências com um suposto cancro que dizia ter. Quando confrontada pelos patrões, a mulher pedia desculpa e dizia que os tratamentos oncológicos impediam muitas vezes que comparecesse ao trabalho, dados os efeitos secundários que acarretavam. Aparecia ao serviço frequentemente com um lenço a cobrir a cabeça e o pescoço.

As faltas e os atrasos sucessivos foram sendo perdoados, uma vez que a alegada causa era delicada e compreendida pelos seus patrões. Todavia, segundo dá conta o Correio da Manhã, dentro da fábrica pairavam algumas desconfianças por parte dos colegas da empregada se de facto a situação seria verdadeira ou não passaria de uma farsa.

Um dia, um empregado da referida fábrica, localizada em Vila Nova de Gaia, tomou a decisão de contactar os serviços hospitalares onde a mulher afirmava estar a tratar o seu cancro na garganta. Foi aí que a mentira foi descoberta. A referida unidade hospitalar deu conta da falsidade do caso e acrescentou que nem sequer acolhia doentes de cancro naquele estabelecimento.

O caso arrastou-se e, em agosto de 2015, a mulher foi despedida. Tentou ainda lutar contra a entidade empregadora, afirmando que o despedimento era ilícito e que deveriam pagar-lhe uma indemnização. Como se já não tivesse mentido o suficiente, também afirmou pertencer à religião brasileira ‘Umbanda’, razão que a levou a rapar o cabelo. Contudo, o Tribunal da Relação do Porto vei a dar razão ao recurso colocado pela empresa, condenando a antiga a empregada por violar os deveres de “boa fé e lealdade”. #Crime