Concelho de referência ao nível turístico, sobretudo, pela qualidade da restauração, #matosinhos é também palco de uma das maiores romarias portuguesas: O Senhor de Matosinhos. A cultura, o desporto, a requalificação do espaço público e o futuro são os temas abordados nesta entrevista a Eduardo Pinheiro, presidente da autarquia.

Matosinhos esteve durante décadas associada à pesca. Hoje, a cidade é uma referência no #Turismo, principalmente pela restauração. Neste sentido, o que está a ser feito para apoiar e dinamizar este setor?

Estamos, na verdade, a atuar em várias frentes. Vamos terminar antes do verão uma profunda intervenção de requalificação do espaço público dos quarteirões onde existe uma maior concentração de restaurantes, aproveitando a ocasião para, em estreita ligação com a associação do setor, promover a instalação de novas esplanadas e grelhadores que não prejudiquem a imagem daquela zona.

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Ao mesmo tempo, e desde há vários anos, apostámos na oferta de uma programação cultural regular e de grande qualidade, tendo em vista atrair ainda mais potenciais clientes para a restauração e para todo o tecido económico de Matosinhos. É nesse sentido que estamos também a criar grandes equipamentos culturais de referência nacional e internacional, como a Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura e a Casa do Design.

O Senhor de Matosinhos é o evento de referência do concelho, para a edição de 2017 quais são as novidades, o que se pode esperar das festas?

O Senhor de Matosinhos é uma das maiores romarias portuguesas, com 700 anos de história, tem um modelo bem enraizado e que comprovadamente funciona. Acreditamos, por isso, que não faz sentido introduzir muitas alterações em algo que funciona tão bem e que atrai perto de um milhão de pessoas.

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Procuramos, isso sim, qualificar a oferta, melhorando a qualidade dos espetáculos que oferecemos a quem nos visita.

Ao nível cultural e desportivo que eventos vão acontecer em Matosinhos até ao fim do ano?

Tal como tem sucedido nos anos anteriores, Matosinhos vive este ano uma grande atividade e seria impossível sintetizar aqui tudo aquilo que vai acontecer. Vamos inaugurar a Casa da Arquitectura e só aí teremos vários dias de festa, desde logo com a instalação das esculturas de José Pedro Croft que virão da Bienal de Veneza para Matosinhos. Mas vamos ter, como sempre, o festival Literatura em Viagem, que já é um dos maiores do país, teatro, o festival Dias da Dança e grandes concertos ao ar livre, destacando-se, naturalmente, no final de julho, a atuação de Gregory Porter com a Orquestra Sinfónica Casa da Música. No desporto, e cumprindo aquela que foi a vontade do presidente Guilherme Pinto, estamos a dedicar o ano de 2017 a uma grande iniciativa a que chamamos Matosinhos-Mar de Desporto e que conta com uma programação intensa e non-stop.

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O difícil é ter tempo para acompanhar tudo.

Eduardo Pinheiro sucedeu a Guilherme Pinto na autarquia. Tendo em conta o legado do antecessor, qual foi até ao momento o maior desafio enquanto presidente da Câmara Municipal de Matosinhos?

O maior desafio que temos todos, até ao final do mandato, passa por sermos capazes de manter o dinamismo e a ambição do presidente Guilherme Pinto. Foi um grande autarca e deixou uma marca profunda em Matosinhos, fixando um nível de exigência e um desejo de modernização e inovação que são muito difíceis de superar.

Para terminar, quais são, na sua opinião, os projetos prioritários a serem concretizados no concelho nos próximos anos?

Haverá eleições no final do ano e, obviamente, as prioridades para os próximos anos terão de ser fixadas pela equipa que vier a ser eleita. Creio, ainda assim, que o futuro de Matosinhos deverá passar sobretudo pelo reforço da aposta na cultura, com a entrada em funcionamento da Casa da Arquitectura, mas também pela requalificação urbana, pela criação de um corredor de lazer no requalificado vale do rio Leça e pela definição de uma estratégia que aproveite a profunda ligação de Matosinhos ao mar. #Autarquias