Um estudo recentemente publicado na revista americana PLOS Pathogens dá conta da existência de pelo menos quatro anticorpos raros no sangue dos lamas, essenciais para combater o vírus da Sida. Os cientistas estão animados com a descoberta, pois esta poderá ser vital para encontrar, a curto prazo, uma cura para esta infecção. Os responsáveis do estudo são um grupo de cientistas da University College London. Segundo os próprios, as proteínas produzidas pelo sistema imunológico deste animal atacam de forma coordenada o vírus, permitindo a sua destruição. Com a descoberta de mais estes dados, os investigadores envolvidos acreditam ser possível desenvolver no futuro uma vacina mais eficaz.

Apesar de os lamas produzirem, ao contrário dos humanos, "anticorpos neutralizantes" essenciais para eliminar o vírus da Sida, estes apenas são visíveis depois de várias sessões de imunização e em concentrações baixas. O objectivo passa agora por aprofundar ainda mais o estudo, para que os níveis de concentração de anticorpos sejam mais elevados. Estima-se que desde a descoberta do vírus da Sida em 1981, mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo já foram infectadas; destas, 25 milhões faleceram. Praticamente metade das pessoas infectadas são mulheres. O continente africano é o que regista o maior número de casos. A acrescentar a estes dados, a maioria dos infectados (38,6 milhões), desconhece sofrer desta doença.

No caso particular de Portugal, os recentes dados vindos a público dão conta de uma diminuição do número de infectados com o vírus da Sida, mas mesmo assim ainda são preocupantes para o Ministério da Saúde. No último ano (2013) 458 pessoas morreram com Sida, sendo que surgem cada vez mais pessoas infectadas acima de 49 anos, representando já mais de um quinto do total.

Segundo o Ministério da Saúde a Sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é resultado de um vírus que enfraquece o nosso sistema imunitário e que consequentemente nos deixa incapazes de defender de muitas das doenças. O vírus pode ser transmitido através de relações sexuais, durante a gravidez, o parto e a amamentação e ao contactar com sangue infectado. #Inovação