Com o pico do Inverno, chegam as famigeradas gripes e constipações e as mais famosas "mezinhas" para preveni-las. Chás, produtos naturais, medicamentos ou bebidas quentes são tipicamente utilizados para que a cura chegue o mais rapidamente quanto possível. Mas, a Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA, foi mais longe e, através de um estudo, chegou à conclusão de que a solução para os nossos problemas de saúde está num simples abraço. Sim, já quando Martha Medeiros perguntou: "onde, afinal, é o melhor lugar do Mundo?" e a resposta chegou tão simples como "dentro de um abraço", não podia estar mais correcta. Além de prevenir a gripe, fique a saber que um abraço tem ainda um efeito protector contra stress, depressão e infecções.

Sob a coordenação de Sheldon Cohen, docente de psicologia da Universidade de Carnegie Mellon, o objectivo do estudo era avaliar as potencialidades deste acto de afecto como meio de apoio social. Então, porquê o abraço? Em modos tradicionais, o abraço é visto como um acto de carinho desenvolvido por pessoas com relações próximas e com um significativo nível de intimidade. Avaliando 404 adultos saudáveis, em primeiro lugar, foi entregue um questionário que tinha como principal finalidade saber de que forma os voluntários se sentiam apoiados em termos emocionais, se desenvolviam muitos conflitos interpessoais e, claro, quantos abraços davam por dia. A partir daí, e depois de ter sido exposto ao vírus da gripe, este público alvo foi mantido em quarentena no sentido de se tentar perceber que tipo de infecção e quais os sintomas da doença iriam desenvolver posteriormente.

Já é sabido, de acordo com estudos precedentes, que o stress aumenta a susceptibilidade de as pessoas ficarem doentes. Esta investigação veio, por isso, demonstrar que quando uma pessoa se sente apoiada emocionalmente (através de um abraço de alguém por quem se nutre confiança e que representa um terço deste efeito de protecção), o risco de infecção diminui. Segundo o coordenador, Sheldon Cohen, o facto de um abraço proteger contra determinadas doenças "pode dever-se ao contacto físico" ou "ao facto de os abraços serem, socialmente, considerados um indicador de apoio e intimidade", defendeu o responsável. Em suma, por uma ou por outra razão, a verdade é que mais abraços são sinónimo de maior protecção, por isso, abrace quem está próximo de si e verá que irá sentir a sua saúde enrijecer.

Os resultados desta investigação foram publicados na revista científica Psychological Science.