Chama-se "Não vire costas à dor de costas" e pretende ajudar as pessoas com dor crónica de costas a reconhecerem os sintomas da doença e a apaziguá-los. Trata-se de uma campanha lançada durante este mês de Dezembro e que lança o convite aos interessados para visitarem a página online "Não vire costas".

Depois das dores nos joelhos e nas pernas, as costas são a região do corpo humano mais susceptível à dor, afectando, de acordo com um estudo recente e cujos resultados foram apresentados no Fórum Futuro 2014, cerca de 56% dos portugueses. Podendo desenvolver-se para dor crónica, este problema tem um custo de mais de 4 mil milhões de euros por ano ao Estado nacional. Este website procura, deste modo, disponibilizar um conjunto de dados importantes acerca dos distintos tipos e causas de dores nas costas, alertando, sobretudo, as pessoas que tenham estes sintomas por um período superior a três meses. Estas são convidadas a responder a um inquérito online e a ler mais informações sobre estas problemáticas. Depois disto, é ainda premente uma visita ao médico, tal como salienta o referido website.

De acordo com os responsáveis por esta campanha, geralmente, a dor lombar crónica é mecânica. Por outras palavras, este problema é provocado por um sacrifício acrescido ou por uma lesão. Todavia, em cerca de 3% das pessoas em estado adulto, a referida dor é consequência de uma inflamação e, nestes casos, o tratamento deve ser efectuado de uma forma distinta. Neste caso concreto, quando se trata de uma inflamação, o diagnóstico pode demorar cerca de dez anos a ser feito, o que pode ser preocupante uma vez que poderá restringir os movimentos e, em situações mais sérias, causar a união dos ossos da coluna vertebral. Como se pode saber se sofre deste problema? O reumatologista Fernando Pimentel explica que se trata de uma dor que persiste durante no mínimo três meses, piora com o descanso e melhora com o exercício físico.

Atingindo uma percentagem bastante significativa da população, as dores nas costas devem ser encaradas como um problema de saúde pública, podendo mesmo afectar a produtividade e obrigando, em muitos casos, ao abandono prematuro do mercado de trabalho. Além da redução do rendimento no local de trabalho, estas dores podem fazer com que a prática de actividades do quotidiano, como calçar, vestir ou tomar banho sejam verdadeiros pesadelos. Por isso, olhe pelas suas costas, não ignore os sintomas e não hesite no momento de contactar um médico.