Com a chegada do novo ano, nota-se também a preocupação "esquecida" dos portugueses com o Verão. Os meses que se seguem aos dias festivos do Natal e da passagem de ano são, normalmente, vividos com a sensação de culpa pelos excessos cometidos. Esse é um dos principais motivos para a maior adesão de sócios aos ginásios que, cada vez mais, apresentam soluções e preços low cost, que permitem o acesso a salas de treino, aulas de grupo e sessões com personal trainers.

No entanto, e apesar da maior afluência aos ginásios, os números apresentados pelo relatório da OMS revelam que Portugal é já considerado um dos países europeus com uma das maiores taxas de obesidade infantil. Em 2020 esta taxa poderá aumentar. Daqui a 5 anos, cerca de 22% dos portugueses vão sofrer de problemas de obesidade, em especial os mais pequenos. Estes números alarmantes contrariam as aparentes preocupações da população no que respeita à prática de desporto e à tendência para uma alimentação mais saudável.

"Janeiro é um dos meses de maior afluência em qualquer ginásio", relatou João (nome fictício), gerente há mais de dez anos de um ginásio situado no Parque das Nações, em Lisboa. Aumentar a zona e o espaço dedicados ao treino são dois dos muitos objectivos para 2015. Apesar da competitividade sentida no mercado, que surge cada vez mais devido ao aparecimento de novas cadeias de negócio e aos preços baixíssimos que apresentam, fechar as portas nunca passou pela cabeça de João.

"As pessoas dedicam cada vez mais o seu tempo ao corpo e ao exercício físico, dentro e fora do ginásio. Há quem corra, há quem venha para aqui. O importante é treinar diariamente", frisou João no final da breve conversa com a Blasting News.

Embora muitos acreditem que esta preocupação é, maioritariamente, sazonal, a verdade é que em 2013 cerca de 1,5 milhões de portugueses frequentavam um ginásio. Apesar da crise sentida por todos, registou-se uma subida de 24% no número de clientes durante esse ano, segundo revelam as estatísticas da Associação de Ginásios de Portugal. Um número que se manteve em 2014.

Contudo, será que esta tendência veio para ficar ou a taxa de obesidade prevista poderá ser mesmo a próxima dura realidade dos portugueses?