Embora muita seja a pesquisa que ainda precisa de ser feita, já são alguns os estudos que, até ao momento, demonstram que cães, gatos e cavalos podem oferecer benefícios a pessoas com demência. A presença dos #Animais estimula memórias positivas, diminui a solidão e aumenta a socialização. Além disso, o facto de se ter um animal de companhia, por si só, já afecta a qualidade de vida. Mas, tendo em conta que também existem riscos a considerar quando se junta um animal de estimação com uma pessoa que sofre de uma doença como o alzheimer, é importante que o temperamento do paciente e do animal sejam avaliados por profissionais qualificados, de modo a manter e prevenir a segurança.

De acordo com Bob Taylor, presidente da associação Dog Wish, uma organização que fornece apoio psiquiátrico através de cães treinados para o efeito, os cães de serviço estão "ligados de forma mental e emocional aos seus parceiros" e é através dessa ligação que o animal se torna um companheiro de cuidados dinâmico. Apesar do treino de cães de serviço para pessoas com demência ser uma tendência relativamente nova, já é um negócio a nível mundial. Tal é o caso da organização escocesa Dementia Dog, que formou recentemente uma parceria com diversas organizações ligadas a pessoas que sofrem de demência, fornecendo-lhes cães de assistência para interagir com pacientes em estádios iniciais da doença. Os animais passam a viver na casa destas pessoas, assumindo um papel muito importante: ajudam-nas a manter-se activas e a interagir socialmente, à medida que também estimulam uma rotina diária. Peguemos no caso de Oscar, o cão de serviço que, duas vezes por dia, vai buscar o saco dos medicamentos para relembrar o seu paciente de que chegou a hora de tomar a medicação. De acordo com os cuidadores dos pacientes com demência, a presença dos cães tem gerado melhorias a todos os níveis, "desde as competências de comunicação até à adesão à medicação".

Um exemplo de outros animais que trazem benefícios a quem sofre de demência são os cavalos. Num estudo realizado pela Universidade de Ohio (EUA), verificou-se que pessoas com alzheimer que tinham visitado uma quinta e interagido com cavalos, dando-lhes alimentação ou caminhando ao seu lado, se tornavam mais activas do que o habitual. Isto acontece por os cavalos serem um animal que transmite calma, sendo a quinta um ambiente tranquilo que estimula boas lembranças.

Contudo, não são só os animais de serviço que são benéficos. Uma outra investigação demonstrou que mulheres com demência que passavam cerca de 10 minutos por dia com gatos tinham um aumento significativo ao nível da comunicação, quer enquanto estavam com os animais, quer imediatamente depois. Está, assim, comprovado que passar o tempo com animais de estimação também se revela útil para as pessoas que sofrem de demência. A presença destes companheiros em casa contribui, por exemplo, para combater a sensação de isolamento, à medida que também incentiva as memórias positivas e a socialização do ser humano.