Bill Gates acredita que em 2030 estará disponível uma nova vacina e drogas intensivas capazes de eliminar a maioria dos casos do vírus VIH, que já matou milhões de pessoas nas últimas décadas. Na sua intervenção no Fórum Económico Mundial, em Davos, o fundador da Microsoft defendeu que os dois "milagres" estavam ao alcance da ciência e mostrou-se bastante optimista relativamente à possibilidade de, num período de 15 anos, se conseguirem obter essas mesmas ferramentas. A vacina é vista como sendo fundamental na prevenção de infecções entre as populações susceptíveis. Já os novos tipos de tratamentos com drogas poderão acabar com a necessidade de tratamento ao longo da vida.

Em 2000, Bill Gates fundou a Fundação Bill & Melinda Gates, uma organização filantrópica que gasta dezenas de milhões de dólares em investigação médica. Anualmente o casal escreve uma carta sobre o trabalho que a fundação pretende desenvolver. Este ano, Bill e Melinda, revelaram que o trabalho que está a ser desenvolvido para descobrir uma nova vacina ou cura permitirá que o número de pessoas que recebem tratamento para o VIH na África subsariana - zona geográfica onde existem mais casos - possa ser superior ao número de pessoas que contraem novas infecções. Gates também se demonstrou optimista em relação à luta contra a malária, onde o trabalho para descobrir uma vacina está mais avançado do que para o VIH. De facto, em Julho de 2014 foi enviada para aprovação a primeira vacina do mundo para combater a malária: a GlaxoSmithKline.

Bill Gates sublinhou ainda que os esforços que estão a ser feitos não vão conduzir à erradicação da SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), doença que foi oficialmente reconhecida no ano de 1981. Contudo, o magnata da Microsoft, acredita que as novas ferramentas, que serão desenvolvidas durante a próxima década e meia, permitirão uma redução entre 95 a 100% dos casos de malária e VIH. Recorde-se que este último vírus terá vitimado, até ao momento, mais de 25 milhões de pessoas em todo o globo. Bill e Melinda Gates também previram, na sua carta anual, que a vida das pessoas nos países em desenvolvimento poderia melhorar mais rapidamente nos próximos 15 anos do que em qualquer outro momento da História.