Nos tempos que correm, somos cada vez mais "bombardeados" com publicidade sobre produtos que supostamente são altamente eficazes na cura de certas doenças ou no combate à obesidade. Na sua grande maioria, esses produtos nada fazem a não ser enganar os consumidores que os adquirem à espera de resultados milagrosos que nunca conseguem alcançar. Perante esta situação, a Associação Portuguesa de Direito de Consumo (APDC) apresentou uma queixa na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e na Secretaria de Estado da Saúde, para que sejam analisados os estudos que são apresentados pelas empresas que comercializam este tipo de produtos e se comprove a sua real eficácia. O mercado para este tipo de produtos é cada vez maior, devido ao evoluir do conceito e cultura de manutenção estética do corpo e são cada vez mais os casos de burla por publicidade enganosa de quem se deixa levar por estas substâncias.

Com o passar dos anos conseguiu-se que a população passasse a ter mais atenção aos seus hábitos alimentares e tem-se tentado associar esses hábitos à prática de exercício físico. No entanto, poucas são as pessoas que conseguem aliar as duas coisas, devido ao pouco tempo que têm disponível. Como o conceito de "corpo são, mente sã" está a ficar cada vez mais enraizado na sociedade, muitas pessoas sentem-se na obrigação de tentar corresponder a tal, mantendo o seu corpo esteticamente atraente e recorrendo a produtos milagrosos que lhes são apresentados através da comunicação social. É neste sentido que, através do seu presidente, Mário Frota, a APDC emitiu uma queixa formal contra as empresas que comercializam estas substâncias, pois as mesmas de milagrosas não têm nada e os seus consumidores são constantemente enganados. De acordo com Mário Frota, a APDC exige que seja criada uma legislação específica que permita punir todas as empresas que comercializem estes produtos sem que os seus testes tenham sido devidamente validados e certificados, pois estamos perante casos de fraude pura. Este tipo de produto é normalmente apresentado como se de um medicamento se tratasse ou de um complemento para ser associado a dietas específicas, o que não representa a realidade.

Em alguns países, como o Brasil, este tipo de atividade começou já a ser punida e é essa a intenção da APDC para Portugal. Mário Frota aproveitou também para criticar o facto de algumas figuras públicas se associarem à publicidade destes produtos, o que leva mais pessoas a pensarem que são produtos credíveis, quando essa não é a realidade. O facto de uma determinada pessoa se encontrar em forma não pode ser associado a substâncias milagrosas, mas sim a um estilo de vida e dieta saudáveis. #Beleza