Segundo a Direcção-Geral de saúde, entre 21 e 27 de Dezembro morreram mais de 2.538 pessoas em Portugal. Graça Freitas, sub directora-geral de saúde garante que "Vendo em números absolutos foi de facto a semana com mais mortalidade, mas em números comparativos com períodos homólogos, está dentro do que é a mortalidade esperada para esta altura do ano". Dos 2538 óbitos registados, 2394 ocorreram por causas naturais, 106 mortes ainda estão por determinar, e 38 ocorreram por outro tipo de causas, como por exemplo acidentes de trânsito ou de trabalho.

Cinco distritos em Portugal estão neste momento em aviso amarelo devido ao frio. O mesmo deverá manter-se até Terça-feira, quando a chegada de chuva deverá aumentar um pouco as temperaturas. Sob este aviso amarelo estão os distritos de Beja, Évora, Faro, Lisboa e Setúbal, devido às temperaturas mínimas.

Este ano, o vírus da gripe que está a dominar esta estação não é aquele que está na vacina da gripe. Esta situação acontece duas vezes por década. Todos os anos são estimados quais serão as 3 espécies de vírus da gripe que vão afectar mais pessoas, de forma a serem incluídas na vacina que é criada sazonalmente pelos centros de vigilância gripal espalhados pelo mundo. Normalmente são eleitas 3 estirpes diferentes de vírus para a vacina - duas A, uma B, e este ano o H1N1 e o H3N2. Contudo, parece que o vírus trocou as voltas aos cientistas e o H3N2 está a dominar, mas numa estirpe diferente do que está na vacina. Isto irá fazer com que a eficácia da vacina desça de 60% para 40%, o que pode significar a possibilidade do dobro das mortes por gripe devido à alteração desta estirpe.

Segundo Filipe Froes, consultor da Direcção-Geral de Saúde, estas notícias não são razão para se ignorar a vacina este ano: "Há sempre algum nível de protecção e é muito importante que não haja desperdício de vacinas, para que o País consiga assegurar as encomendas do ano que vem". Em relação aos vírus gripais, Graça Freitas adianta que o número de casos de doença por 100 mil habitantes ainda é muito pequeno e que o pico de casos de gripe será entre o final de Janeiro e o princípio de Fevereiro.