Cada vez mais ouvimos falar mais na necessidade de fazer uma alimentação saudável. É na televisão, é na rádio, nas redes sociais e até já existem aplicações para telemóveis sobre isso. E a verdade é que este termo está a entrar na rotina de muitas pessoas. A preocupação com o que ingerimos é crescente.

"A fórmula mágica de uma alimentação com saúde mora essencialmente em três palavras: equilíbrio, diversidade e sensatez", começa por explicar a nutricionista Bianca Castro, quando questionada pela Blasting News. O segredo está, portanto, na adoção de porções adequadas para a necessidade de cada um, na escolha de alimentos menos prejudiciais e na variedade desses mesmos alimentos, para "podermos usufruir dos diferentes benefícios que cada um nos oferece".

Não quer dizer com isto que há alimentos proibidos ou a evitar: "Acredito que o veneno está na dose e na frequência com que consumimos determinados alimentos" reforça a nutricionista. Não os riscando da lista das nossas refeições, devem ser consumidos esporadicamente. E por essa razão, não acredito em alimentos proibidos, a menos que existam condições de saúde que obriguem a essa proibição. Acredito sim, em alimentos prejudiciais, que pelo seu processamento ou "riqueza" em constituintes, que nada fazem pela nossa saúde senão debilitá-la, devem ser evitados ou consumidos esporadicamente.

A roda dos alimentos: uma ferramenta de auxílio

Bianca Castro indica a roda dos alimentos como uma ajuda neste processo de iniciação a uma alimentação saudável. Frutas e legumes são partes essenciais nesta caminhada, assim como os cereais. E água, bastante água. Começar a comer bem (e não necessariamente iniciar uma dieta) também é uma mudança de hábitos e comportamentos alimentares. "Não se consegue eficientemente se não estivermos focados e inteiramente comprometidos com os nossos objectivos" e, por isso, poderá precisar da ajuda de um profissional na área "que desenhe e adeque um leque de estratégias aos objetivos, necessidades e estilo de vida da pessoa". De braço dado com a alimentação está sempre o exercício físico. Esta parte até pode assustar, mas uma simples caminhada ao final do dia ou de manhã cedo pode fazer a diferença. Por último, o conselho da nutricionista é "não desistir nem baixar os braços, ainda que às vezes apeteça".

Pequeno-almoço: a refeição mais importante do dia

Ouvimos esta premissa desde crianças, que é confirmada e justificada pela especialista: "Quando não saltamos esta refeição, tendemos a ter mais energia durante o dia, uma melhor utilização de nutrientes, não ficamos tão propenso à tentação de comer o que não devemos e estudos recentes provam ainda que pessoas que respeitam esta refeição conseguem um melhor controlo de peso". Assim, um pequeno-almoço saudável, segundo a nutricionista, deve conter fruta, cereais (ou derivados integrais) e uma fonte de lacticínios. Um bom exemplo de um pequeno-almoço equilibrado? "A mistura de um iogurte sólido magro com uma peça de fruta e cereais de aveia não açucarados". Convencidos?