Chegamos a meio da nossa revisão por todos os sete chakras principais, depois de termos verificado o chakra base, o chakra do sacro e o plexo solar. Agora é a vez do chakra cardíaco, em sânscrito Anahata, que fisicamente corresponde precisamente o coração, centro de tudo o que somos fisicamente. Acaba também por ser o centro de tudo o que somos espiritualmente. Está ligado à capacidade do ser humano para o amor incondicional e para a compaixão, enquanto na parte física comanda o coração, regula a glândula timo, o sangue, o sistema circulatório, respiratório e imunológico, tendo como funções principais energizar o sangue e o corpo físico.

Quando enfraquecido ou bloqueado, o indivíduo poderá demonstrar repressão de sentir amor por medo, rancor, raiva ou outros sentimentos mais baixos. A instabilidade e desequilíbrio emocional também podem bloqueá-lo e até transformarem-se em questões físicas, tais como problemas de coração e circulação. Pelo contrário, quando devidamente energizado e equilibrado provoca sentimentos de paz, abertura com a vida e com tudo aquilo que ela apresenta, perdão, compreensão, compaixão, harmonia, aceitação, contentamento e uma ligação ao divino ou a um todo (que poderá simplesmente um amor profundo à humanidade, no caso de não haver uma crença com uma entidade superior) e sobretudo... amor incondicional.

O chakra cardíaco pode ser encarado como o chakra transformador. Aquele que pega nas energias dos três primeiros chakras que já vimos anteriormente, as energias que vêm da terra, do material e que os eleva, apenas para fazer o mesmo com os três chakras superiores que veremos mais à frente, fazendo a ponte perfeita - quando em equilíbrio, claro - entre as energias materiais e terrenas com as espirituais.

A cor associada a este chakra é a cor verde e o elemento regente é o Ar. Para energizar e equilibrar o chakra cardíaco, além do reiki, podem ser usados os poderes curativos dos cristais que neste caso são a esmeralda, jade verde, o quartzo e a turmalina rosa e verde. Outra forma será através da meditação, entoando o mantra Yam e o uso dos mudras, que neste caso seria o mudra Gyan que aprendemos quando falámos do chakra base - ou seja pressionando levemente os dedos polegares com os indicadores - mas a diferença aqui é que a mão esquerda é colocada sobre o joelho e a mão direita sobre o esterno, concentrando-nos no coração.