Nos Estados Unidos, um estudo governamental recentemente lançado e conclui que os utilizadores de canábis arriscam muito menos ter um acidente do que os consumidores de álcool. O "estudo do risco de acidente do álcool e das drogas" foi desenvolvido pelo Departamento dos Transportes dos EUA e evidencia o aumento drástico da possibilidade de desastre rodoviário por condutores intoxicados com substância alcoólicas. Já o consumo de marijuana não levou a nenhuma alteração significativa no mesmo risco. Mais: o estudo defende que os utilizadores de erva não têm mais probabilidade de se verem envolvidos num acidente do que alguém que esteja totalmente sóbrio.

Por outro lado, os autores salientam que "o consumo de substâncias por parte dos condutores nunca é totalmente livre de risco". A agência responsável pela pesquisa - a NHTSA - afirma que a legalização da erva no Colorado, Washington, Oregon e no Alaska aumentou em muito a preocupação para com os acidentes rodoviários, bem como a própria condução depois do consumo de canábis.

De lembrar que, no Colorado e em Washington, os legisladores apoiaram um método de despiste para a erva muito similar ao do álcool. Não é permitida a condução com mais de 5 nanogramas de THC -  princípio ativo da erva, o que dá a "moca" - por milímetro de sangue. A questão da eficácia destes testes prende-se com a complexificação das substâncias e a respetiva absorção pelo corpo humano, pois um consumidor pode ver o seu teste ter um resultado positivo vários dias depois de ter acontecido o consumo.

Em Espanha, segundo uma investigadora especializada em canabinóides, qualquer tumor responde a estímulos induzidos por canábis.Cristina Sanchéz, da Universidad Complutense de Madrid, estuda há mais de 10 anos os efeitos dos canabinóides na biologia humana. No seu laboratório descobriu que o THC programa o "suicídio" nas células cancerígenas. Até agora, os estudos têm sido conduzidos em ratos, mas a investigadora e a sua equipa descobriram que a morte das células humanas doentes não implicam problema algum nas células saudáveis. Por agora, há apenas evidências pré-clínicas, sendo que em Inglaterra já estão a ser conduzidos ensaios clínicos.