A iniciativa, que pretende ajudar os mais carenciados através do fornecimento de medicamentos, chega à Póvoa de Varzim através do Gabinete de Urgência Social da Junta de Freguesia da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai. O projeto conta com a colaboração de sete farmácias da cidade. Em cada uma delas estarão, nos dias 12 e 13, de tarde, e 14 de fevereiro, de manhã, voluntários que irão abordar os clientes, explicar o projeto e apelar à ajuda. O Banco Farmacêutico funciona nos mesmos moldes que o Banco Alimentar, ou seja, as pessoas são convidadas a doar artigos, neste caso medicamentos não sujeitos a receita médica, produtos de penso ou produtos de puericultura (artigos para crianças).

Os farmacêuticos, em cada farmácia, irão orientar os clientes na escolha dos produtos. Ao seu dispor vão ter uma lista com os medicamentos mais necessários no concelho e mediante isso vão orientar os clientes no momento da compra. Na apresentação do projeto "Farmácia Solidária", a coordenadora do gabinete, Liliana Strecht, mostrou-se confiante no sucesso da iniciativa, acreditando que a população está solidária e que o projeto vai ajudar muitas famílias que não têm possibilidades de comprar, por exemplo, uma Aspirina ou um Paracetamol.

Os medicamentos recolhidos ficam à guarda do Gabinete de Urgência Social e serão depois entregues a pessoas carenciadas, já sinalizadas naquela junta de freguesia, mediante prescrição passada pelo médico de família. "São medicamentos e por isso temos de ter algum controlo". As farmácias aderentes têm um custo de 40 euros para fazer parte do projeto, como forma de afastar a ideia de lucro, e os responsáveis explicaram que aceitaram desde logo participar para ajudar a população, revelando que são notáveis as dificuldades das pessoas quando vão à farmácia. O poder de compra diminuiu, sublinharam na conferência de apresentação do projeto.

O presidente desta junta de freguesia, Daniel Bernardo, lembrou que a Junta tem vindo a apoiar os mais desfavorecidos a nível de alimentos e vestuário. Agora é a vez dos medicamentos, realçou o autarca, ao mesmo tempo que revelou que há já quem tenha de optar entre comprar comida ou medicamentos. "Por isso esta é uma ação muito positiva". O projeto Banco Farmacêutico surgiu em Milão, Itália, em 2000 e chegou a Portugal em 2009. Atualmente está implementado em Lisboa. O objetivo é ajudar as pessoas mais carenciadas através do fornecimento de medicamentos não sujeitos a receita médica.