Atualmente estamos no limiar de uma nova era na área da saúde, estando iminente uma nova revolução ao nível das tecnologias aplicadas ao serviço de uma maior esperança média de vida. Neste sentido, durante o corrente ano estima-se que serão desenvolvidos, pelo menos, dez medicamentos com capacidade para mudarem, de forma radical, a vida de muitas pessoas. Depois de alguns anos, descobriram-se novos paradigmas de tratamento e consequentemente novos fármacos. Desta forma, a investigação clínica mais recente chega com a promessa de feitos grandiosos, ou seja, pretende-se romper com parâmetros que no passado garantiam a sobrevida de curto prazo e, estima-se que a esperança média de vida de uma pessoa com tumor seja cerca de dez anos, contrariamente ao que acontecia até agora, em que a média de anos de sobrevivência era de 2 a 3 anos. A acrescentar que a qualidade de vida de doentes com tumor também aumentou.

Nos dias de hoje já existem medicamentos para a área do cancro da mama, do pulmão, para o cancro de pele e foi criado um medicamento para área do linfoma. Esta aposta da indústria farmacêutica não é obra do acaso. Um em cada três portugueses poderá vir a desenvolver cancro ao longo da sua vida, uma estatística que se repete quando o universo considerado é o mundo ocidental.

Na ausência da cura, ganhar tempo com qualidade tem sido a estratégia. Assim, as terapias de oncologia vêm revolucionar o tratamento do cancro porque vão tentar tratá-lo através do sistema imunitário, ao contrário da quimioterapia e da radioterapia. A Autoridade Nacional de Medicamentos afirma não querer perder o comboio da inovação. Depois da Hepatite C, na mesa das negociações não vão faltar outros tratamentos.

Estima-se que os investimentos feitos sejam grandes e os que encargos para os doentes sejam igualmente elevados mas entende-se que o montante poupado em hospitalizações, em consultas e em eventuais complicações de saúde compense. Apesar das dificuldades em alcançar acordos mais amplos, os doentes portugueses vão conseguindo aceder a alguma inovação. As autoridades portuguesas defendem que só uma negociação europeia conjunta garantirá o acesso conjunto de todos aos melhores medicamentos.