A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou o teste rápido ReEBOV Antigen, criado pela Corgenix, empresa norte-americana, que detecta o vírus ébola no sangue dos pacientes. A BBC News aponta que, após testes na África Ocidental, o teste identificou correctamente 92% das pessoas infectadas com o vírus. "Ainda que seja menos preciso, o teste é rápido, fácil de executar e não requer electricidade", aponta a OMS. "Pode ser utilizado em infra-estruturas de saúde com poucas condições, ou em unidades de saúde móveis em locais remotos ou longes das cidades." O teste dá resultados em 15 minutos.

Os testes ao ébola existente requerem uma análise laboratorial ao sangue para fragmentos do vírus. A OMS recomendou que o resultados do teste rápido sejam confirmados por métodos convencionais, que são mais precisos mas necessitam entre 12 a 24 horas para apresentar resultados. Os médidos esperam que o novo teste possa confirmar reincidências da epidemia em áreas remotas de forma mais eficiente.

De acordo com a Fox News, a produção dos kits do teste não vai começar imediatamente porque a empresa ainda está a determinar  os custos e precisa de "mais uma semana ou duas" para finalizar procedimentos administrativos com a FDA (Food and Drug Administration).

A epidemia do ébola da África Ocidental está a evoluir favoravelmente; contudo, e apesar dos vários sinais positivos transmitidos pelas autoridades locais no mês de Janeiro, o caminho pode ainda ser longo. De acordo com a BBC, surgiram 128 novos casos de ébola na última semana, nos três países africanos - Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri - que constituem o foco da epidemia. No total, cerca de 23.250 pessoas foram infectadas, registando-se até ao momento 9.380 óbitos. A taxa de mortalidade é, portanto, de 40,34% - uma percentagem devastadora, comparável à peste negra. 

De acordo com Ronald Klain, que foi nomeado "Coordenador da Resposta ao Ébola" pelo governo americano, restam ainda muitos meses pela frente até que o problema esteja efectivamente extinto. Para o futuro, restarão outros problemas, como a ostracização a que os sobreviventes do ébola são "condenados"pelas suas comunidades. Em todo o caso, a resposta do governo dos Estados Unidos entra numa nova fase, uma vez que vão regressar, nos próximos 2 meses, os 3.000 militares americanos enviados para ajudar a controlar a epidemia.
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