No próximo dia 13 de Fevereiro celebra-se o Dia Internacional do Preservativo. Este é o método mais eficaz para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis como a hepatite, a sida (HIV) e a sífilis, por exemplo. Além disso, este método contracetivo evita, principalmente nas camadas mais jovens, a gravidez não desejada.

O preservativo é o método mais económico de praticar atos sexuais com segurança e de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Em Portugal é distribuído gratuitamente em hospitais e centros de saúde.

Curiosamente, quem inventou o preservativo foi Julius Fromm, filho de judeus russos emigrantes em Berlim. Anos mais tarde, devido ao sucesso da sua invenção, seria expropriado pelo regime nazi. Em 1916, Fromm patenteou o seu invento, batizado de Fromms Act - em clara alusão ao ato sexual - e a produção em massa começou em 1922. Até aos dias de hoje o método de produção criado por este russo mantém-se inalterável, evoluindo apenas na qualidade e no material.

Estima-se que cerca de 750 milhões de pessoas em todo o mundo usem preservativo, mas na maioria dos casos os utilizadores queixam-se de não terem muito prazer durante as relações sexuais. Outra das queixas deste contracetivo tem a ver com o formato, que não é o preferido pelos homens.

Porém, uma nova revolução no mundo do preservativo está prestes a surgir a nível sexual e farmacêutico. Na Austrália, a universidade de Wollongong afirmou recentemente que vai poder fabricar o melhor preservativo do mundo, facto que se deve a um donativo feito por Bill Gates. A fundação, criada pelo pai da Microsoft e sua mulher, doou a esta universidade cerca de 73 mil euros para que uma equipa de investigadores possa desenvolver o projeto.

O objetivo desta investigação visa substituir o habitual látex por hidrogel, um material feito com base num polímero (um composto químico), constituído maioritariamente por moléculas de água.

Segundo a equipa, este será um material mas fino e resistente, que no futuro trará mais sensibilidade e conforto a quem o use. Os cientistas asseguram ainda que este novo material não causará irritação nem alergias. A investigação ainda não foi concluída, mas espera-se que a revelação seja feita em breve. Aguarda-se assim um novo preservativo nos mercados e anseia-se que tenha grande sucesso, pois tal iria promover a diminuição dos vírus HIV em todo o mundo. #Inovação