Uma equipa da direcção do Instituto Português do Sangue e da Transplantação ficou de confirmar uma alínea que está pendente há cerca de dois anos. A questão é se os homossexuais podem dar sangue ou não. Esta pergunta já está a aguardar resposta desde Dezembro de 2012 e, supostamente, iria ser revelada uma conclusão em Junho de 2013. O facto é que já passaram quase dois anos e não houve nem conclusão nem publicação sobre o assunto como estava previsto, por parte dos médicos membros coordenadores desta pesquisa. O organismo nacional responsável pela colheita de sangue não quis divulgar o nome dos membros que deixaram este assunto pendente, e alega que apenas não houve decisões por falta de reunião.

A Instituição tem como responsáveis uma equipa constituída por 12 pessoas que, segundo a médica da direcção, Gracinda de Sousa, nunca mais se reuniu. Explica que não foi caso de considerarem o assunto pouco relevante. Devia ter ocorrido uma reunião em 2014 contudo não houve oportunidade para tal. Entretanto já foi anunciado pela mesma que todos os profissionais já receberam e-mails com todos os artigos, dados e estudos necessários para que se reúnam e seja então concluído o estudo em questão.

O objectivo é perceber se de facto existe algum fundamento na exclusão de homossexuais e bissexuais na doação de sangue. De facto, em alguns países da Europa, é uma ideia que já não está está implementada há décadas. "Não estamos a excluir os homossexuais pela sua escolha sexual mas porque supostamente é um comportamento de risco", diz a directora, "dar sangue não é um direito de todos. Temos de pensar em quem o recebe primeiro".

O presumível "esquecimento e falta de tempo" não estão a ser muito bem encarados pelas organizações LGBT, comunidade Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénera, que já prevê uma marcha e debate relacionados com o tema "Doação de Sangue" em prol dos direitos dos homossexuais. Várias associações de defesa dos direitos LGBT estão a unir-se e a manifestação deverá ocorrer brevemente.