A pílula contraceptiva oral Yasmin, que já existe em Portugal há 15 anos, pode estar directamente relacionada com a morte de 2 jovens só neste ano. Uma delas, de apenas 22 anos, faleceu com uma embolia e a sua família diz não terem havido razões para a causa da sua morte para além do uso continuado do contraceptivo oral. Chamava-se Carolina Tendon e era uma jovem universitária, "saudável e sempre com grande energia" relata a irmã Susana Alves que ainda não acredita na sua morte.

A família enviou um relatório médico ao laboratório Bayer e resolveu tornar esta história de conhecimento público porque "a toma da pílula é algo perigoso e desconhecido por muitos". Dizem ainda não estar interessados num processo judicial, mas em apenas alertar as massas por ser um grande risco e as mortes relacionadas com a pílula acontecerem com alguma frequência. De facto este ano já foram registadas duas mortes, que poderão estar relacionadas com a sua utilização.

Em resposta, o Infarmed informa que não existem medicamentos em que a sua toma não contenha riscos. A autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde credita que não existem razões comprovadas para retirar a pílula do mercado ou para indicarem a paragem da sua toma. Aconselha, em caso de dúvida ou algum sintoma, que sejam consultados os médicos assistentes.


A Yasmin em 15 anos já teve 35 casos de possíveis reacções adversas a este medicamento (que terminaram com problemas graves), e só neste ano duas mortes. Segundo a bula, a pílula terá influência na coagulação e os seus efeitos secundários vêm nela descritos mas são, para a maioria das utilizadoras, de menor risco.

Segundo o documento de aprovação do medicamento feito pelo Infarmed, a Yasmin é eficaz e tem "um perfil de benefício-risco favorável". Esta pílula como todas as outras são os medicamentos mais estudados e estão sempre a ser actualizados e melhorados. Desde o seu aparecimento que se têm vindo a dar a conhecer os seus efeitos secundários mas continua a ser o medicamento mais consumido.
Neste momento a pílula surge com menos quase 80% da quantidade de hormonas do que quando foi fabricada pela primeira vez.