Não há teorias revolucionárias, nem verdades absolutas sobre a matéria. Mas, nós sabemos que dias ou semanas antes da menstruação o nosso corpo começa em fase de "bomba-relógio". Gradualmente, mostramos um lado sombrio que é visto por muitos outros, apesar do nosso esforçado controlo. O mau humor inaugura os nossos dias e deixa-se ficar sem ser convidado. As dores de cabeça fazem parte do cardápio, a par de um desejo incontornável de comer ou de uma pele surpreendida com acne. Apontemos também o inchaço que não se consegue disfarçar, as dores de pernas, costas e seios, as cólicas, a perda de líbido, a ansiedade e depressão que fazem perder aquele "brilhozinho" nos olhos. Ser agressiva, chorar por tudo e por nada, explodir são as respostas do corpo a todas estas maldades. É fácil perceber porque a "Tensão Pré-Menstrual" passou a "Síndroma Pré-Menstrual". Não se trata de tensão apenas. É muito mais do que isso e, em situações extremas, pode levar a hospitalização.

E porquê?
O ciclo menstrual cabe num período de cerca de 28 dias. Nos primeiros 14 acontece a ovulação, o que significa um aumento dos níveis de estrogénio, uma das hormonas responsáveis pelo nosso equilíbrio e bem-estar. Por outro lado, nos dias seguintes, à medida que o útero engrossa, na expectativa de um possível bebé, o estrogénio cai e a progesterona sobe. Será no final do ciclo, que o endométrio (mucosa uterina) começa a descamar, iniciando-se a menstruação. Aqui, os níveis de ambas as hormonas, estrogénio e progesterona, caem, o que justifica o facto de algumas mulheres sofrerem ainda mais durante a menstruação. Todavia, há quem explique o "fenómeno", pelo efeito contrário. Note-se que nas mulheres grávidas não há sintomas do síndroma, pelo que, nesta ótica, serão os elevados níveis de estrogénio os responsáveis pela sintomatologia. Dúvidas com que a medicina se debate, enquanto nós tentamos tudo para menorizar e aliviar um revoltante mal-estar.

Há tratamento?
Se cada uma de nós responde de maneira diferente à variação hormonal, se para mim é uma montanha-russa e para si uma volta no carrossel, quando se fala de tratamento, a situação é idêntica. É um processo de tentativas. Podemos dedicar-nos ao exercício físico, que aumenta a libertação de endorfinas e a sensação de prazer, ou optar por uma consulta médica, que pode resultar na prescrição de ansiolíticos. Uma coisa é certa: um estilo de vida saudável é uma norma universal que vai, certamente, ajudar!

- Pratique exercício físico moderado, semanalmente;

- Siga uma dieta equilibrada, à base de hidratos de carbono, frutas e legumes. Nada melhor do que um nutricionista como aliado;

- Evite o álcool, cafeína, chocolate e sal;

- Não fume;

- Procure dormir o melhor possível;

- Experimente técnicas de relaxamento;

- Se achar que o seu caso é, efetivamente, severo, não hesite em consultar o seu médico.