Hoje em dia cada vez mais as organizações de saúde mundiais têm feito esforços para educar as populações das consequências advindas do consumo do tabaco. Para isso utilizam estratégias que pretendem controlar o consumo, estratégias, essas, que passam muito pelo aumento do preço do tabaco, pela criação de inúmeras campanhas nos meios de comunicação social, pela colocação de logótipos, nos maços de tabaco, sobre os seus riscos para a saúde, restrições no marketing do tabaco, e por último, mas não menos importante, a criação de ambientes fechados livres de tabaco.

Mas por que é considerado um problema de saúde pública? Atualmente existem bilhões de fumadores espalhados por todo o mundo e o tabaco tem um papel crucial na morte de cinco milhões de pessoas a cada ano. Para além disto, é um forte fator de risco no desenvolvimento de cancro, uma patologia de destaque mundial pelo elevado risco de mortalidade.

Como se inicia o processo de dependência? Para além dos efeitos neuroquímicos de adição da nicotina, outros factores são de destacar, como os sociais, os de personalidade, os genéticos e os de natureza económica. A maioria dos estudos aponta a adolescência como a fase de iniciação do consumo, uma fase onde começa a haver a curiosidade de experimentar novas coisas, seguindo as normas e valores da família ou amigos.

A dependência do tabaco pode ser física ou psicológica. Na física há uma adaptação do organismo à droga, independentemente da vontade do indivíduo. Enquanto na psicológica há um impulso irreprimível em que o indivíduo tem de tomar a droga para evitar os sintomas nefastos que advêm da sua abstinência. A nicotina, principal substância na composição do tabaco, oferece efeitos estimulantes ao fumador, atingindo o sistema nervoso central em poucos segundos, e é absorvida pelo trato respiratório e espalhada na corrente sanguínea para todo o organismo.

O que fazer para cessar o hábito tabágico? Largar o hábito tabágico não é fácil pois a sua dependência é caracterizada por vários períodos de recidiva e abstinência. Quando se está numa fase precoce, fuma menos de 10 cigarros por dia, a primeira coisa que se deve fazer é procurar um profissional de saúde, nas unidades de saúde familiar, que lhe possa aconselhar, de um modo breve. Já numa fase mais avançada, mais de 10 cigarros por dia, é necessário recorrer a uma abordagem multidisciplinar, onde o fumador vai ter um aconselhamento intensivo, passando por diversas especialidades, como a pneumologia, a cardiologia e psicologia. Além disso, é criado um programa de tratamento especializado, de quatro ou mais sessões, em consultório, intercaladas com tratamento externo via telefone, de modo a que os profissionais de saúde que o acompanham estejam sempre a controlar e a motivar o fumador para cessar o hábito tabágico. #Educação