Mais de 3.200 pessoas morreram no ano passado vítimas de malária em Moçambique, de acordo com dados fornecidos pela directora-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe. Numa conferência de imprensa realizada em Maputo, no âmbito do Dia Mundial da Malária, anunciou ao país: "No nosso país, a malária continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública e uma das principais causas de morbilidade e mortalidade. Em 2014, registamos mais de 5.485.327 casos, que causaram 3.245 óbitos".

A directora-adjunta de Saúde Pública avançou que as principais razões da prevalência da malária no continente africano, maioritariamente Moçambique, são causadas pelo clima, saneamento público deficiente e a não utilização de redes mosquiteiras por parte das populações. As províncias com maiores índices de prevalência da doença são Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.

Apesar de tudo, Benigna Matsinhe frisou que embora os dados sejam assustadores, nos primeiros três meses de 2015, foi registada uma redução do número de casos de malária no país, contudo, ainda há bastante a fazer no combate a esta doença. Como forma de combater a epidemia, as autoridades compraram mais de 5.100 redes mosquiteiras.

Eduardo Celadez, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), realçou que entre 2000 e 2013, a malária, apenas na população com risco de contágio, diminuiu em 34%.

No ano de 2013, no continente africano, apenas uma em cada cinco crianças com esta doença seguiu tratamento. No total, mais de 15 milhões de mulheres grávidas não receberam nenhuma dose recomendada para evitar o contágio desta doença, sendo que a OMS recomenda que as mulheres grávidas e as crianças com menos de cinco anos de idade devem receber o tratamento preventivo. A juntar a tudo isto, 278 milhões de pessoas não tinham as redes mosquiteiras tratadas com insecticidas nas suas casas, um material básico e essencial na prevenção. 

A malária, quando tratada de forma adequada, pode contar com recuperação total, contudo, a malária mais grave e letal, pode progredir e provocar a morte num prazo de horas ou dias. #Casos Médicos