De acordo com o governo dos Estados Unidos da América, a planta cannabis consegue matar células cancerígenas, bem como diminuir tumores cerebrais. A cannabis é uma droga legal em diversos estados americanos, estando agora a ser equacionada a sua utilização no campo medicinal, indica a notícia divulgada no jornal The Independent.

As conclusões foram retiradas de vários estudos realizados em animais, que comprovaram a morte de determinadas células cancerígenas e a diminuição do seu tamanho. Inclusive, um dos estudos concluiu que as substâncias da cannabis conseguem diminuir um dos mais perigosos tipos de tumor cerebral. Para além disso, os investigadores relatam que os extractos da planta cannabis ,quando usados com radiação, aumentam a capacidade de radiação levando ao extermínio da doença.

Estas informações surgem numa fase em que se debate nos Estados Unidos da América a possibilidade de usar a cannabis na medicina, ajudando a curar doenças, como é o caso do cancro.

Cannabis mais saudável que o álcool

Um estudo, divulgado na revista Scientific Reports, concluiu que a cannabis implica menos riscos para a saúde do que o álcool, uma droga legal. Na comparação do risco associado ao consumo de substâncias tóxicas foi considerada a droga mais confiável, com índices de mortalidade reduzidos. No primeiro pódio estão as bebidas alcoólicas, seguindo-se a heroína, a cocaína e o tabaco. Todavia, os cientistas alertam que isto não significa que se deva consumir cannabis, apenas é menos prejudicial do que, por exemplo, o álcool.

Ministra da Justiça defende legalização da cannabis no país

Em Fevereiro, Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça, mostrou apoiar a legalização da venda de drogas leves no país, inclusive, a cannabis. Na opinião da ministra a disponibilização desta droga na farmácia iria permitir, por um lado, a diminuição de crimes e, por outro, "ganhos para os cidadãos", recordando a histórica lei seca nos Estados Unidos da América que potenciou inúmeros crimes, nomeadamente o crescimento de grupos violentos organizados, assim como o branqueamento de capitais.

Entretanto, Passos Coelho já veio a público esclarecer que a legalização da venda de drogas leves, onde se inclui a cannabis, não é um assunto que esteja em cima da mesa, tendo as declarações da ministra da Justiça sido feitas no seu ponto de vista pessoal.