Um estudo revelou que tomar vitaminas extras "faz mais mal do que bem" e aumenta o risco de cancro e doenças cardíacas. Milhões de pessoas tomam suplementos vitamínicos porque acham que isso fortalecerá a sua saúde, mas esta recente pesquisa constatou que podem ter exactamente o efeito oposto.

Tim Byers - um dos especialistas de topo em #Cancro - analisou trabalhos de pesquisa durante os últimos 30 anos. Concluiu que há três pílulas e suplementos a serem excessivamente tomados: comprimidos de vitamina E, beta-caroteno e ácido fólico. Tim Byers advertiu que a dosagem que está a ser tomada ultrapassa em muito a quantidade diária recomendada e que isso pode trazer consequências nefastas para o organismo do seu consumidor. Nas suas palavras, disse que " as evidências mostram que as pessoas tomam mais suplementos alimentares que o necessário e, por isso, tendem a ter um maior risco de desenvolver cancro", advertiu o especialista.

Explica que na investigação que tem sido feita por especialistas da área, os suplementos testados em animais têm tido resultados promissores. Contudo, quando se procura verificar as mesmas conclusões em humanos que foram expostos a estas vitaminas durante muitos anos, "descobrimos que os suplementos não são realmente benéficos para a sua saúde". Acrescenta ainda que, em algumas pessoas, "os níveis cancerígenos aumentam quando estão a ingerir vitaminas extra".

Por exemplo, suplementos de ácido fólico estão a ser tomados por ano por mais de 230 mil mulheres grávidas no Reino Unido, pois esta vitamina ajuda a prevenir a espinha bífida e outros defeitos congénitos que afectam o cérebro e coluna vertebral do feto. Contudo, um estudo levado a cabo pela equipa do Dr. Byer, descobriu que a ingestão excessiva desta componente aumenta em 56% a possibilidade de desenvolver cancro.

O ácido - também conhecido como vitamina - também é tomado para reduzir o risco de doenças cardíacas e pólipos no cólon, que conduzem a cancro. Mas a pesquisa descobriu que a ingestão deste ácido só aumentou o número de pólipos perigosos, em vez de prevenir o seu surgimento. Em 2012, a empresa de pesquisa de mercado Mintel apontava que 35% da população adulta tomava suplementos de saúde.