A meditação é uma das grandes ferramentas, desde há milénios, para atingir paz de espírito, harmonia, concentração e iluminação, trazendo uma série de benefícios para a saúde física e mental.  É ainda a arma mais poderosa contra as doenças que são fruto das sociedades modernas, como o stress e esgotamento nervoso. No entanto, nos dias de hoje, ainda encontramos uma série de mitos que normalmente são usados como desculpa para não tentar a meditação. Vamos enumerar alguns desses mitos e ao mesmo tempo desmitificá-los, tentando provar de que na realidade não existe qualquer razão para que não se medite com alguma frequência.

Para meditar, é necessário ter algum tipo de crença espiritual ou religiosa - Não será necessário para meditar acreditar em Deus ou em qualquer outra entidade divina, embora seja completamente natural que algumas práticas religiosas incluam técnicas de meditação. O acto de meditar poderá ter tanta conexão espiritual ou religiosa como o acto de comer ou respirar, dependendo sempre da pessoa que medita.

Meditar consiste em esvaziar a mente de pensamentos - Quase verdadeiro. Na verdade, a meditação tem como principal objectivo atingir calma e paz, tendo como consequência natural o esvaziar a mente de pensamentos. O que normalmente desencoraja as pessoas que tentam meditar é o objectivo com que o fazem: limpar a mente de pensamentos. Esta carga é extremamente penosa e praticamente sabota toda a experiência de meditação logo à partida, causando stress à pessoa que tenta limpar a sua mente. O foco deve estar num ponto, seja ele qual for, e não na consequência de uma meditação bem sucedida.

Meditar deve compreender um período de pelo menos 30 minutos - Não há uma quantidade de tempo específica que cada meditação deve durar. Colocar um relógio numa meditação é tão nefasto quanto o objectivo de limpar a mente de pensamentos. É perfeitamente compreensível que se comece por meditações guiadas com limite de tempo, que podem ajudar nas visualizações, no entanto, períodos curtos de meditação de 5, 3 ou até mesmo 1 minuto poderão ser igualmente eficazes. O ideal será encontrar o tempo com que cada um se sentirá à vontade, sem ter pressão de cumprir algo pré-definido.

Para meditar, terá de estar sentado sobre um tapete, no meio da natureza, longe de tudo e todos - É claro que será necessária alguma reclusão para meditar, mas existem várias formas, várias posições e qualquer sítio poderá servir para o efeito. É possível meditar num comboio em hora de ponta, assim como numa casa de banho no trabalho, numa pausa de cinco minutos.

É necessário seguir uma tradição específica para que se consiga meditar verdadeiramente - O ter um mestre ou seguir os ensinamentos de uma escola especifica poderá ser um grande ponto de partida para uma prática de meditação bem sucedida, no entanto, também poderá ser um motivo de incompatibilidade. Basta uma experiência menos boa com um tipo de escola ou método para afastar a pessoa da prática da meditação

Para terminar e resumindo, a segunda regra da meditação que deve ser tida em conta é que a pessoa que medita tem que estar em contacto com aquilo que sente. Sem máscaras, sem subterfúgios. Cada um terá de encontrar o seu caminho, no meio de todos os disponíveis. As regras e os métodos que existem não serão forçosamente aqueles que poderão resultar. A experiência da meditação deverá ser uma busca pessoal pela paz e tranquilidade. Uma forma de estar e ser uno consigo mesmo.