Apresenta-se como uma alternativa saudável ao pão tradicional e estará à venda a partir de sexta-feira, 24 de Abril, em Peniche e Caldas da Rainha. O pão de algas foi desenvolvido pelo Grupo de Investigação em Recursos Marinhos do Instituto Politécnico de Leiria e conta com o apoio da Fundação Portuguesa de Cardiologia. O projecto, que envolve a produção sustentável de algas pela empresa Algaplus, já foi premiado no Concurso InovCluster de produtos alimentares inovadores.

A ideia surgiu de um grupo de investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria, e pretendeu, essencialmente, substituir o sal por algas marinhas no fabrico do pão, tornando-o num alimento mais saudável. Por outro lado, o projecto procurou potenciar as qualidades das algas na alimentação. Susana Mendes, coordenadora do projecto, realça que o pão de algas "tem uma elevada capacidade antioxidante associada à adição das algas" e "será certamente um aliado em regimes restritivos do sal".

Os investigadores prosseguiram com os estudos, avaliaram as características nutricionais e testaram o resultado produtivo. Agora, na sexta-feira, será apresentado num restaurante de Peniche e passará a ser comercializado nas padarias e pastelarias do grupo Calé. Para o efeito, o projecto obteve financiamento comunitário e apoio da Câmara Municipal de Peniche.

Aquele não é o único projecto inovador que a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche e o Grupo de Investigação em Recursos Marinhos tem vindo a desenvolver. Um dos desenvolvimentos mais recentes consiste no cultivo de minhoca como isco para a pesca comercial e desportiva, que na sua maioria é importada da Coreia e dos Estados Unidos da América.

O projecto "Isco vivo - Anelídeos poliquetas como isco vivo em Portugal: gestão da apanha, importação e cultivo" é financiado pelo Promar (Programa Operacional de Pesca) no valor de 350 mil euros e estará em curso até final de 2015. A equipa de investigadores, coordenada por Ana Violante Pombo, pretende desenvolver a tecnologia do cultivo de isco, "tendo em vista a gestão da apanha, a sustentabilidade dos ecossistemas e o impacto das importações".

Entretanto, a mesma Escola de Peniche promove, no dia 7 de Maio, mais uma edição da Conferência de #Inovação e Segurança Alimentar com o objectivo de promover a partilha de conhecimento. #Educação