Dados referentes a 2014 dão conta de uma nova realidade no nosso país, com o número de mortes por suicídio a superar o de acidentes rodoviários. Apesar de ser sempre difícil determinar estas situações, estima-se que no último ano 1074 pessoas colocaram o fim à sua vida, contra 480 que faleceram nas estradas do país. Os números vieram a público durante esta semana e são do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. Entre várias conclusões destaque para o facto de, em média, três cidadãos por dia acabarem com a sua própria vida. Todavia, suspeita-se que os números reais sejam superiores. Em 2014, por exemplo, ficaram por determinar a causa de mais de 300 casos.

A incidência de suicídios tem-se mantido mais ou menos uniforme nos últimos anos. Em 2013 foram 1123 face aos 637 de acidentes rodoviários, tendo no anterior (2012) sido 1057.

Portugal é dos países europeus onde mais aumentaram os casos de suicídio

Em terras lusas a taxa de suicídio cresceu de tal modo nos últimos 15 anos, que Portugal já figura no terceiro pódio no panorama europeu. Quem o diz é o projecto OSPI-Europe, adiantando que cerca de 20 milhões de cidadãos na Europa sofrem de depressão e mais de 60 mil morrem anualmente por suicídio. No nosso caso,  as doenças do foro emocional abrangem 23% dos portugueses adultos (mais de dois milhões), sendo que a depressão atinge 7,9% dos adultos (400 mil). Além de Portugal, esta realidade cresceu em Malta, na Polónia e na Islândia.

A cada quatro horas há um suicídio em Portugal

Já a Sociedade Portuguesa de Suicidologia dá conta de um número diferente: a cada quatro horas, uma pessoa em Portugal põe fim à sua vida (e de acordo com o Correio da Manhã). Nas últimas décadas pelo menos 62 mil faleceram por este motivo, verificando-se um especial aumentou na última década. Actualmente milhares de portugueses estão risco. A grave crise económico-financeira com início em 2011 poderá ser a explicação para o crescimento das mortes violentos, como é o caso dos suicídios. Despistes, colisões, ou quedas nas falésias são sempre difíceis de determinar a sua causa, alertam especialistas. #Curiosidades #Casos Médicos