A Sociedade Portuguesa de Nefrologia deixa o alerta: a época de verão e sobretudo na altura mais quente, geralmente nos meses de Maio/Junho a Setembro/Outubro, existe maior propensão a que se desenvolvam cálculos renais, vulgarmente chamados de pedras nos rins. O aumento de temperatura, leva a que facilmente existam períodos de desidratação, o que vai tornar a urina mais concentrada.

Em Portugal existem mais de 800 mil pessoas com doença renal crónica. Esta é uma doença silenciosa, em que a sua progressão se dá sem sintomas, e quando um doente recorre aos médicos já não existe nenhuma possibilidade de recuperação. Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, explica que uma boa prevenção pode evitar futuras formações de pedras nos rins.

A diminuição do risco de desenvolvimento de cálculos renais pode também ser conseguida moderando o consumo de carnes vermelhas, marisco, diminuindo o consumo de sal e principalmente aumentando o consumo de água para dois litros diários. Na impossibilidade de se consumir água para evitar a desidratação, os líquidos podem ser repostos com a ingestão de frutas, que sejam bastante sumarentas, mas há que ter especial cuidado ao beber sumos artificiais, pois os conservantes agravam a desidratação e enganam a sede.

Segundo os especialistas, nos meses mais quentes os problemas renais aumentam em mais de 20%, geralmente sem que os possíveis pacientes se apercebam. Quando há uma temperatura mais quente a quantidade de transpiração vai aumentar e o organismo perde líquidos muito mais facilmente. Quando isto acontece, o índice de água a ser filtrada pelos rins vai diminuir e vai aumentar a concentração de minerais presentes na urina. Se não forem tomadas medidas de precaução, os minerais podem vir a formar pedras.

Fernando Nolasco sugere que "é essencial a ingestão de dois litros de água por dia, para que seja evitada a formação de pedras nos rins" e acrescenta que qualquer pessoa poderá ter uma crise de cálculos renais, "mas quem possua genética predisposta para tal problema deve redobrar cuidados". #Casos Médicos #Vida Saudável