Agora que chegou definitivamente o calor, as preocupações com o peso intensificam-se. Todos os anos aparecem novas dietas impondo diferentes restrições, sugerindo alimentos distintos, mas com uma promessa em comum: emagrecer. Muitas são mesmo perigosas para a saúde. Um investigador de Yale, Dr. David Katz, comparou as dietas de emagrecimento mais populares - vegan, paleolítica, de baixo teor de gordura, de baixo teor de hidratos de carbono, mediterrânea, entre outras - a fim de concluir qual a melhor.

A dieta mediterrânica é bem mais favorável do que uma dieta com baixo teor de gordura. A ingestão de gordura proveniente dos alimentos é essencial ao organismo, pois é uma fonte de ácidos gordos essenciais que o organismo não consegue sintetizar.

Publicidade
Publicidade

É, no entanto, importante distinguir as gorduras que em excesso levam ao desenvolvimento das doenças crónicas, daquelas que até têm um papel protetor da saúde. O consumo de gorduras insaturadas presentes no azeite, frutos secos, sementes, gordura do peixe e óleos vegetais, contribui para a manutenção da integridade das células, diminuição do mau colesterol (LDL), prevenção das doenças cardiovasculares, Alzheimer e cancro. O investigador revela ainda que a dieta mediterrânica está associada ao combate às doenças degenerativas e à preservação da função cognitiva.

Uma dieta rica em hidratos de carbono selecionados (como os grãos inteiros: arroz integral, cereais integrais, massa integral) é melhor do que uma dieta que faça uma restrição drástica dos mesmos. Os cereais integrais são muito ricos em fibra, um nutriente com inúmeros benefícios para a saúde: promove o equilíbrio hormonal, fortalece o sistema imunitário, facilita o trânsito intestinal, contribui para o controlo do peso, previne a diabetes, ajuda a baixar o colesterol e confere uma proteção significativa contra o cancro e contra as doenças cardíacas.

Publicidade

Relativamente à dieta paleolítica, Katz afirma que apenas vivendo no Paleolítico poderia fazer sentido sequer estudá-la, já que atualmente a composição da carne nada tem a ver com a da época e muitas das plantas consumidas naquela altura encontram-se hoje em dia extintas. Katz afirma que a grande prova é que todos os alimentos que vêm diretamente da natureza, o que não inclui apenas fruta e vegetais, mas também grãos, sementes e bagas, trazem enormes benefícios ao organismo, nomeadamente na prevenção de doenças como o cancro ou doenças cardíacas.

O investigador reitera que, com o conhecimento e recursos disponíveis hoje em dia, 80% das doenças crónicas podiam ter já desaparecido. Para concluir, afirma que se comermos comida da natureza, em detrimento de alimentos saturados e processados, não precisamos preocupar-nos, pois os nutrientes fazem o seu trabalho. Para ele não há, assim, um vencedor ou derrotado na comparação das dietas de emagrecimento. Desaconselhando tudo o que seja extremista e demasiado radical.

Publicidade

Joel Fuhrman, outro investigador de renome na área da nutrição, aconselha a ingerir diariamente vegetais verdes, fruta fresca, frutos secos e sementes, leguminosas e outros vegetais de baixo índice glicémico, como cogumelos, cebola, pimento de várias cores e tomate. A perda de peso sustentada, segundo estes autores, será a consequência óbvia de uma #Alimentação saudável. #Vida Saudável