O vírus Ébola reapareceu no condado de Margibi, na Libéria, seis semanas após ter sido declarado que o país estava livre do vírus. Já foi registada uma morte e todas as pessoas que estiveram em contacto com vítima foram já identificadas pelas autoridades e colocadas em quarentena. Toblert Nyensuah, vice-ministro da Saúde da Libéria, emitiu alguns comunicados sobre a situação, mas não revelou quaisquer dados sobre a vítima. A notícia foi avançada pelas autoridades locais nesta terça-feira.

Tolbert Nyensuah disse que foi registado "um novo caso de Ébola no condado de Margibi". Segundo Nyensuah, o paciente não conseguiu resistir, mas momentos antes do seu falecimento foi confirmada a presença do vírus. O vice-primeiro-ministro da saúde adianta ainda que estão a decorrer investigações para apurar a proveniência deste novo caso e pede aos liberianos, assim como a todos aqueles que vivem no país, que "adoptem medidas preventivas".

O surto começou em 2013 na Guiné, mas foi apenas detectado em março de 2014. Desde que foram detectados os primeiros casos que o vírus se espalhou por vários países como Libéria, Serra Leoa, Nigéria e Estados Unidos, e é considerado o surto mais grave até então registado.

Serra Leoa e Guiné, países vizinhos da Libéria, continuam a enfrentar a epidemia do Ébola que já levou à morte de mais 11 000 pessoas nos três países. O condado de Margibi situa-se a leste da Monróvia, longe das fronteiras com os dois países. As autoridades competentes já informaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) da descoberta do vírus. Segundo os relatórios da OMS, foram detectados no total 26 683 casos de Ébola, dos quais 11 022 resultaram em morte. Só na Libéria, e também segundo o mesmo relatório da OMS, até 9 de maio deste ano, altura em que o vírus foi dado como erradicado do país, foram identificados 10 564 casos de Ébola, dos quais 4 716 as vítimas não conseguiram sobreviver.

A população já se encontra em alerta total e as autoridades esperam uma afluência acima do normal aos hospitais locais. #Ébola