Os especialistas em saúde pedem aos portugueses que estejam a pensar em viajar para a Coreia do Sul, para terem cuidados especiais e para estarem cientes que a doença se transmite principalmente nos hospitais, apesar de existirem poucas probabilidades do Vírus do Médio Oriente chegar a Portugal. Este vírus tem sido o responsável pela síndrome respiratória do Médio Oriente. Há cerca de dez anos circulava na Ásia através de gatos selvagens, provocando graves pneumonias no homem, mas acabou por desaparecer. O vírus MERS-CoV (Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus) foi descoberto novamente em 2012 e estudado através amostras de expetoração provenientes de pacientes que adoeceram no surto de uma nova gripe durante esse ano.

Em 2014 foram comprovados casos do vírus em vários países, como na Arábia Saudita, Malásia, Tunísia, Filipinas, Jordânia, Qatar e Emirados Árabes Unidos. O número de casos da doença chegou quase aos 250, com cerca de 90 mortes comprovadas.

Actualmente, as autoridades sul-coreanas confirmam a sétima morte causada pelo vírus e mais oito casos de infecção, que elevaram o número de vítimas atingidas pelo vírus para 95. Até à última segunda-feira, 2500 pessoas na Coreia do Sul foram colocadas em quarentena e 1900 escolas, incluindo creches, foram temporariamente fechadas como precaução.

O combate ao vírus está a ser analisado por especialistas sul-coreanos e por membros da Organização Mundial de Saúde. Estes irão visitar os hospitais com doentes em quarentena e analisarão as características do vírus.

Ainda não existem vacinas ou um tratamento específico para a doença, estando os doentes a serem tratados de forma a diminuir os sintomas que consistem em falta de ar, tosse e febre. O problema está identificado e controlado, apesar do quadro clínico dos pacientes infectados poder evoluir para grave e muito grave. A taxa de mortalidade já é superior a 30%, mas a Direcção geral de Saúde, garante que não existem portugueses em risco.

Sendo assim, se pensar em viajar para a Coreia do Sul, deverá ter consciência de que o vírus MERS é um problema novo que ainda está a ser analisado. Por isso, ao viajar para essa zona, e principalmente se sofrer de problemas respiratórios, deverá redobrar os cuidados e não se esquecer que o vírus se transmite sobretudo em hospitais. Apesar de ser um vírus ainda sob estudo, convém relembrar que são poucas as probabilidades de este chegar a Portugal. #Casos Médicos