Foi dado recentemente mais um grande passo na área da saúde. Cuba é o primeiro país a receber da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da transmissão do vírus da sida e da sífilis de mãe para filho. Na base deste avanço estiveram os cuidados pré-natais fornecidos pelo sistema de saúde cubano a todas as mulheres infectadas com o vírus. Outros países como Canadá, Estados Unidos e Porto Rico podem também ter eliminado a transmissão do vírus de mãe para filho.

De acordo com a directora-geral da Organização Mundial de Saúde Margaret Chan, este passo é uma importante "vitória na nossa longa luta contra o vírus de imunodeficiência humana (VIH) e as infecções transmitidas sexualmente, assim como um passo importante para conseguirmos uma geração sem sida", como se pode ler na revista Visão. Cuba conseguiu portanto eliminar o vírus ao assegurar às mulheres o acesso, desde logo, a cuidados pré-natais e a realização de testes à sida e à sífilis tanto nas grávidas como nos seus companheiros.

Existem cerca de 1,4 milhões de mulheres infectadas com o vírus que engravidam a cada ano, sendo que o risco de transmitirem para a criança o vírus é muito mais elevado durante a gravidez, parto e aleitamento. Relativamente à sífilis são cerca de 1 milhão as mulheres que são contagiadas todos os anos com esse vírus.

Cuba foi o primeiro a receber o certificado mas há ainda outros países que podem fazê-lo, como por exemplo o Canadá, Estados Unidos e Porto Rico, sendo que ainda outros 14 conseguiram eliminar a sífilis congénita. Este avanço vai de encontro ao compromisso que os Estados membros da OMS estabeleceram em 2010, quando se comprometeram a eliminar a transmissão de VIH de mãe para filho até 2020. Analisando o período entre 2009 e 2013 conclui-se que o número de bebés a nascerem com o vírus baixou para metade.

A OMS considera que se eliminou a transmissão materno-infantil quando nascem dois bebés infectados em cada 100 crianças nascidas de mães portadoras do vírus. #Casos Médicos