Faltarão mais de 5.000 enfermeiros nos seis distritos da região Centro. A denuncia é feita por Isabel Oliveira, actual presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros. A profissional, recandidata ao cargo, considera que não há número suficiente de enfermeiros para garantir qualidade do serviço. As declarações foram efectuadas durante uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, na qual participou também o candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, José Carlos Gomes. As eleições para aquela ordem profissional realizam-se no próximo dia 15 de Dezembro.

A carga excessiva de horário de trabalho dos enfermeiros é outro dos problemas apontados por Isabel Oliveira que, no seu entender, provoca “descontentamento e desmotivação” àqueles profissionais de saúde. Uma situação que, segundo a responsável, se traduz na prestação dos cuidados de saúde prestados aos utentes, assim como os baixos salários pagos. Lamentando, igualmente, que se continue a não reconhecer “as qualificações profissionais e habilitações académicas dos enfermeiros”, ao contrário do que acontece com outras áreas do mesmo sector da saúde.

Isabel Oliveira baseia-se nos rácios da Organização e Desenvolvimento Económico (OCDE) para afirmar que “haverá mais de 5.000 enfermeiros em falta” nos diversos serviços de saúde, como hospitais, centros de saúde ou rede de cuidados continuados, nos distritos da região Centro: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Daí que a candidata garanta que os próximos anos irão servir para procurar melhorar as condições dos enfermeiros na região.

Uma opinião corroborada por José Carlos Gomes, que considera indispensável a garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem aos cidadãos. O candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros defende, igualmente, a garantia das condições de trabalho daqueles profissionais de saúde. Para tal, José Carlos Gomes considera fundamental uma mudança de paradigma, designadamente no financiamento ao sistema. O enfermeiro defende um financiamento de acordo com os resultados e não por acto de saúde, como acontece actualmente. #Desemprego