O filme Joy - o Nome do Sucesso retrata as oscilações da vida de uma mulher que procurar tornar-se uma empreendedora, enfrentando barreiras colocadas pela sociedade e pela família. Apesar de as ações acontecerem na década de 70, as relações familiares e a forma de lidar com as diversidades são intemporais.

O contexto familiar da protagonista resume-se à sua mãe apresentando comportamentos de isolamento pós-divórcio, vivendo integralmente no quarto do ex-casal assistindo a mesma novela repetidamente; as visitas ocasionais da a sua meia-irmã; as suas duas filhas vivendo de forma isolada na própria casa e seu ex-marido morando no porão da residência com o pai recém-divorciado de sua segunda esposa. Com esta dinâmica, Joy trabalha fora em uma agência de viagens e faz todo o serviço doméstico e manual da casa.

Após a sua demissão, a protagonista resolve mudar as situações e tornar-se empreendedora. A resiliência é caracterizada como a capacidade de uma pessoa lidar com os seus próprios problemas e com frustrações. A protagonista decidiu que não aceitaria mais a sua situação, após um sonho em que se viu com a mesma rotina de vida até à sua velhice.

Com base nesta “visão”, iniciou um processo denominado assumir um papel, ou seja, delegar a cada integrante da família as suas reais responsabilidades e sem dependência constante sua. De posse ainda desta motivação, Joy resolve implementar um projeto empreendedor de um “esfregão” que apresenta uma mecanismo de “auto-torção” sem utilizar as mãos. De posse desta ideia e com um montante financeiro da nova namorada do pai, parte para a atividades de vendas do produto.

Estas ações apresentam outra caraterística da pessoa resiliente: utilizar a frustração emocional como forma de “alavancar” uma nova motivação. Frustrada emocionalmente pelo fato de realizar tarefas domésticas sozinha, cria um instrumento para auxiliar pessoas que estão na mesma situação que ela.

Na psicologia da resiliência podemos dizer que anossa protagonista criou uma interpretação mais ativa dos fatos, assumindo a responsabilidade de mudanças e envolvendo toda a família. O resiliente se vê parte do problema e responsável pelos acontecimentos à sua volta, assumindo a responsabilidade por mudar as coisas que não faz bem no momento.

Outro ponto importante para um resiliente é busca significativa de um projeto pessoal de vida, neste caso definido por Joy com o seu esfregão.

Para o filme em questão, convém ressaltar que, no processo apresentado, a necessidade de começar de novo apresenta-se em pelo menos em mais duas situações: quando a meia-irmã realiza um mau negócio com os fornecedores e com a dificuldade de lidar com so valores a serem pagos pela patente.

Nestas duas situações a resiliência imperou novamente, sempre com o foco no projeto pessoal. O nome da nossa empreendedora é Joy, mas poderia ser Maria, José ou até mesmo João: todos os que mantêm comportamentos que não lhes fazem bem e evitam modificar esta situação com medo da frustração. Desde a nossa infância, somos direcionados a sempre evitar a frustração, delegando as nossas conquistas ou necessidades a outros; por exemplo, ouvimos desde a infância a necessidade de trabalharmos em empresas devido aos benefícios e a não preocupação de buscar o salário, pois o mesmo será pago todo mês pelo empregador; desta forma aprendemos a evitar frustrações, pois há um outro que comanda.

O nosso maior cuidado que devemos ter nos dias de hoje é verificar como convivemos com o “não” ou com o que não é do nosso agrado, como lidamos com o que é frustrante. O filme é parcialmente inspirado na história verídica de Joy Mangano, a inventora do produto Miracle Mop, no início dos anos 90.

Pergunte a si próprio: "Onde está minha Joy interior?" #Filmes