A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença que é transmitida aos seres humanos através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, que deposita um parasita do género Plasmodium para a corrente sanguínea. A pessoa contaminada mostra sintomas de febre, dores de cabeça e vómitos, que se manifestam duas semanas após a picada do mosquito. Se a pessoa infectada não for tratada nos primeiros estágios da doença, a malária pode progredir e levar à morte.

Esta doença, de acordo com o Sapo, foi responsável pela morte de cerca de 438.000 pessoas em 2015, das quais 90% registadas na África Subsariana. 78% das vítimas mortais são crianças com menos de 5 anos, de acordo com os dados recolhidos em 2015.

Os países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão a tentar erradicar a doença através do desenvolvimento de uma vacina que vai ser capaz de matar o parasita do mosquito. Porém, para que isto aconteça, é necessário que o investimento no combate à malária triplique. Segundo a OMS, é imprescindível que o investimento passe para os 8,7 mil milhões de dólares anuais até 2030, de forma a que os objectivos estipulados, em Maio de 2015, ao abrigo da "Estratégia Técnica Global para a Malária 2016-2030" se cumpram. 

Apesar de não se ter ainda descoberto uma vacina capaz de exterminar a malária, está a ser desenvolvida, no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, uma potencial vacina que, segundo Miguel Prudêncio, responsável pela investigação, poderá ser testada nos seres humanos já no próximo ano. Para que o produto da investigação de Prudêncio seja testado em seres humanos que tenham a doença, estão a ser realizados os últimos testes de modo a que a potencial vacina passe por uma aprovação, cuja previsão é para o "no último trimestre deste ano", disse o investigador ao Diário de Notícias. 

Miguel Prudência declarou ao DN que, neste momento, a sua equipa está apenas a realizar alguns "ensaios de segurança". Caso os resultados destes ensaios não apontem nenhuma anomalia, os investigadores terão 100% de certeza para avançar com a vacinação em voluntários.  #Vida Saudável #Causas