Babak Hooshmand, médico e investigador principal do Center for Alzheimer Research - Aging Research Center, do afamado Karolinska Institutet, em Estocolmo, Suécia, bem como os seus colaboradores, constataram que as perdas de volume total do cérebro foram menores entre os indivíduos com níveis plasmáticos iniciais de vitamina B12 mais elevados, enquanto que o oposto foi verdadeiro, para aqueles com níveis mais altos de homocisteína.

A homocisteína é um aminoácido plasmático que está envolvido no desenvolvimento quer de doenças cerebrais, quer cardiovasculares. O seu aumento é nefasto, sendo o seu metabolismo controlado por vitaminas do complexo B, como a B6 e B12.

Os investigadores avaliaram dados de 501 participantes com 60 ou mais anos de idade do Swedish National Study on Aging and Care, em Kungsholmen. Nenhum dos indivíduos apresentava como valor base qualquer tipo de demência no início do estudo. Foram realizadas, em 299 dos participantes, ressonâncias nucleares magnéticas repetidas entre 2001 e 2009.

Os participantes foram submetidos a rigoroso exame clínico e avaliação detalhada. Dados sociodemográficos, história clínica e uso de drogas ou medicamentos foram também avaliados.

Foram recolhidas amostras de sangue venoso para avaliar os níveis circulantes de vitamina B12, folato eritrocitário e aminoácidos sulfurados.

Desde o início deste estudo populacional e longitudinal e durante os seis anos de acompanhamento seguintes, houve uma diminuição do volume cerebral de 74,3% para 71,6% não atribuível aos níveis de folato (vitamina B9) e outros aminoácidos sulfurados.

No entanto, os aumentos dos níveis iniciais de vitamina B12 estiveram associados a uma menor perda do volume total de tecido cerebral.

Inversamente, níveis aumentados de homocisteína total, principalmente entre indivíduos com pressões arteriais sistólicas superiores a 140 mm Hg, estão associados a maiores perdas de volume do tecido cerebral.

Este estudo, publicado na edição de junho de 2016 do jornal Jama Psychiatry, aponta por isso na direção de alguns fatores que contribuem para o envelhecimento cerebral, como a deficiência de vitamina B12, níveis elevados de homocisteína e hipertensão arterial não controlada.

"A vitamina B12 e a homocisteína total podem ser indicadores independentes de marcadores de envelhecimento cerebral entre idosos sem demência", escrevem os pesquisadores.

Se esta relação for causal, e para isso devem ser realizados ensaios clínicos, a complementação alimentar com vitaminas do complexo B pode ser de extrema utilidade para evitar danos cerebrais decorrentes do aumento dos níveis de homocisteína. #Casos Médicos #Alimentação #Vida Saudável