Segundo a autora principal deste estudo, Anna Alkozei, pós-doutoranda no Departamento de Psiquiatria da University of Arizona em Tucson, "estudos anteriores mostraram que a exposição à luz com comprimento de onda azul, que é semelhante ao tipo de luz de um dia de sol, leva a aumento na vigilância e melhor desempenho nos tempos de reação durante o período de exposição".

A mesma autora refere que, "o nosso estudo acrescenta dados à literatura ao mostrar que a exposição a 30 minutos de luz azul em comparação a 30 minutos de luz âmbar levou a melhor desempenho posterior numa tarefa cognitiva 40 minutos após o período de exposição à luz ter terminado".

Esta investigação foi apresentada no SLEEP 2016 - 30th Anniversary Meeting of the Associated Professional Sleep Societies. Teve como população de estudo 35 adultos saudáveis, sendo que 18 foram mulheres e o resto homens, com uma média de idades de 21 anos. 

Os indivíduos foram submetidos a cerca de 30 minutos de exposição de luz com comprimento de onda azul (teste), ou luz âmbar (placebo), seguido por uma tarefa de memória de trabalho durante ressonância funcional.

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Toda a exposição em causa foi realizada no dia seguinte a uma noite normal de sono.

Os indivíduos que se expuseram à luz azul, em comparação com aqueles que foram expostos a luz âmbar, mostraram uma maior atividade durante a realização do teste no córtex pré-frontal dorsolateral e ventrolateral, áreas cerebrais cruciais para o bom desempenho cognitivo.

Com os aumentos da demanda cognitiva, o grupo que se expôs à luz de comprimento de onda azul teve também tempos de reação mais rápidos além de uma resposta mais efetiva, por exemplo a testes.

Segundo William Kilgore, investigador principal deste projeto, "estes achados são importantes uma vez que associam os efeitos comportamentais da luz azul à maior ativação de sistemas corticais essenciais envolvidos na cognição e controlo mental".

Segundo estes resultados, que vieram confirmar estudos já existentes, esta parece ser uma via alternativa válida, ou pelo menos complementar, à via tradicional farmacológica no que diz respeito aos processos cognitivos. 

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