Chama-se MyDiabetes e o nome diz tudo. Trata-se de uma aplicação - desenvolvida para Android - que visa possibilitar o melhor controlo e monitorização da doença pelo paciente diabético do tipo 1 (dependente de insulina). Como principal inovação destaca-se a função de dar “conselhos” personalizados ao doente, uma característica pioneira que distingue esta ferramenta das outras já existentes no mercado.

A #diabetes afecta um número crescente de pessoas em todo o mundo e, por isso, a monitorização pela pessoa com Diabetes Mellitus do tipo 1 é importante para a manutenção de um bom controlo glicémico.

Fazer o registo diário dos níveis de glicémia, alertar para as tomas de insulina, refeições e construir um histórico de actividade física são algumas das funcionalidades da #app desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade do Porto no âmbito do projecto «Smart Diabetes Self-Management Care».

De acordo com os investigadores, “esta aplicação está a ser desenvolvida para possibilitar um melhor controlo “diabético” aos pacientes.

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Correntemente permite registar vários dados sobre o dia-a-dia, bem como a sua consulta para reflexão.”

Para além do registo de dados clinicamente relevantes, a aplicação irá incluir, em breve, uma espécie de orientação no tratamento, ou seja, os utilizadores receberão avisos de padrões de desvio do controlo da doença, bem como, poderão aceder a “conselhos” baseados em regras médicas. “Está a ser desenvolvido um sistema de “conselhos” que são mostrados de acordo com os dados registados”, avançaram.

Testes no hospital São João

A MyDiabetes vai ter um período experimental e será testada junto dos utentes do Serviço de Endocrinologia do Hospital São João, no Porto.

Segundo explica a equipa de investigadores, “no estudo a ser feito no Hospital de São João com o serviço de endocrinologia, pretende-se estudar a usabilidade da aplicação e a opinião dos utilizadores de modo a suportar a sua melhoria contínua.

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O número de registos efectuados, bem como, a sua consulta será também avaliada (se há um aumento ou diminuição com o uso da aplicação).”

Numa altura em que a tecnologia está, cada vez mais, ao serviço da ##Saúde, a aplicação da Universidade do Porto alcançou o reconhecimento e, por isso, o financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia..

Em Portugal, estima-se que 13% da população entre os 20 e os 79 anos de idade sofra da doença.