Sónia Batista é de Portalegre e, aos 28 anos, ao fazer um exame de rotina, descobriu que tinha um #Cancro maligno de grau IV. Quando o médico lhe disse que tinha cancro, Sónia ficou em “choque” e achou que “ia morrer”. O marido foi o seu grande apoio: “Tentou manter a calma e ajudou a procurar todos os apoios possíveis”. Foi submetida a diversas cirurgias, porque na primeira surgiram algumas complicações. “Foram anos longos de sofrimento. A sociedade via-me de diversas formas: com pena e sofrimento, mas essencialmente como uma mulher de força, garra e coragem”.

Aos 33 anos Sónia soube que tinha vencido a maior das lutas.

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“A sensação só pode ser de alegria e alívio, embora o medo persista sempre a qualquer sinal ou sintoma que surja no dia-a-dia”. Após ter vencido a luta contra o cancro, a jovem enfermeira ajudou outras pessoas com a mesma doença: “Trabalhava na altura no serviço de urgência e contei muitas vezes a minha experiência. Aproveitei os momentos para esclarecer dúvidas e promover a formação que muito ajuda o doente no seu processo de aceitação e luta”.

“Ainda existe tabu em relação à doença. É necessário falar mais sobre ela, expor, mostrar que existem inúmeros casos de sucesso. As pessoas ainda estão muito ligadas ao conceito de cancro de antigamente”, diz. Enquanto enfermeira, Sónia Batista estabeleceu uma maior ligação com as pessoas para transmissão de conhecimentos e experiências. A jovem referiu que é importante a divulgação de histórias de sucesso para aumentar a autoestima dos doentes oncológicos.

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No mundo inteiro, todos os dias, milhares de pessoas lutam contra o cancro. A investigação na área de intervenção do cancro é imparável. De facto, com o avanço do tempo, cada vez mais se sabem as #Causas do cancro, como progride e cresce. Já estão a ser estudadas formas de como prevenir, detetar e tratar esta doença, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida dos doentes oncológicos durante e após o tratamento.

Normalmente, quando o médico diz a um paciente que este tem um tumor, este pensa logo que tem cancro. Na realidade, os tumores podem ser benignos ou malignos. Os tumores benignos não são cancro, raramente põem a vida em risco e geralmente podem ser retirados. Estes tumores não se espalham pelo corpo. Os tumores malignos são cancro e geralmente apresentam uma maior gravidade do que os tumores benignos. Estes tumores podem colocar a vida em risco e muitas das vezes podem ser retirados, apesar de poderem voltar a crescer. As células dos tumores malignos podem danificar e invadir os tecidos e os órgãos circundantes.

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O cancro, em pleno século XXI, ainda vai sendo um tema tabu. Normalmente o doente oncológico, familiares e amigos não chamam a doença pelo nome, costumam dizer que “tem o mal ruim”. O cancro não significa morte, porque a maior das lutas também é possível vencer. Sempre houve casos de sucesso e hoje em dia ainda há mais pessoas que vencem a luta contra o cancro.

Hoje há inúmeras páginas nas redes sociais e blogues de pessoas que venceram o cancro, com intuito de ajudarem outras pessoas. Existe ainda a Liga Portuguesa Contra o Cancro que, além de divulgar a informação, faz rastreios de prevenção e ações de sensibilização.

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